Maquiavel para o momento

Muita gente já leu ou ouviu falar do clássico livro O Príncipe, de Maquiavel. Por achar o momento oportuno, transcrevo trechos do capítulo 18, a respeito de como os príncipes devem honrar sua palavra. Há uma passagem que diz ser louvável respeitar a palavra dada sem astúcias nem embustes. Contudo, é perfeitamente aceitável que não se dê muita importância à fé dada e que pela manha se pode cativar o espírito dos homens e, no fim ultrapassar aqueles que se baseiam na lealdade.

Maquiavel ensina também que o príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal e convém que escolha a raposa e o leão como exemplos. Como o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo aos lobos. Por conseguinte, o senhor sensato não pode respeitar a palavra dada se essa observância o prejudique e se as causas que o levaram a fazer promessas deixaram de existir, principalmente, quando sabemos que “os homens são tão simples e tão obedientes às necessidades do momento, que quem engana encontra sempre quem se deixe enganar”.

Qualquer semelhança com as discussões do momento e as acusações a mim deferidas não é mera coincidência!

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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