Fundação Zé Gugu Rexona: sempre cabe mais um

É no mínimo contraditório a folha de pagamento de mais de 400 funcionários consumir praticamente todo o recurso destinado à Fundação Zé Gugu e o órgão ainda receber mais gente cedida pela Datanorte. Está publicado hoje no Diário Oficial!

Qualquer conversa informal com gente mais antenada e próxima ao Governo atesta: A Fundação é repleta de funcionários fantasmas. Uma raposa habituê da FJA diz que apenas 30% são de trabalhadores, na verdadeira acepção da palavra, notadamente os coralistas e músicos.

Um exemplo claro? Há uma museóloga formada no Rio de Janeiro, bancada pela Zé Gugu ainda no tempo de Wonden Madruga e que na última gestão, pelo menos, só foi vista em greves e manifestações. Vive de licença é atestados. Necas de expediente, mas o dinheiro entra na conta.

Mas em vez de regularizar a situação desses fantasmas, a atual gestão chama mais gente. E o pior: nega a cessão de um das centenas de funcionários ao Teatro Alberto Maranhão, hoje extremamente carente em seu quadro funcional. Justo o segmento do Teatro, atividade do diretor!

Aliás, hoje foram nomeados novos comissionados. Humberto Carlos Dantas, desconhecido por muitos da classe artística (erro! no caso, é o maestro Bembem Dantas – excelente escolha da FJA!), que recebeu a importante função de Direção e Chefia Cultural. E Pedro Henrique da Silva Filgueira, subcoordenador. Além de mais agentes de cultura.

Com tantos funcionários só se pode esperar muita produção. E sem reclamar do baixo orçamento, ou a contradição fica escancarada: mais funcionários para engordar a folha? Mas há quem ache cedo as críticas. Melhor abrir o olho no começo ou o barco vai lotado e lento durante 4 anos de navegação!

Foto: Welington Rocha

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. François Silvestre 21 de março de 2015 10:40

    A escolha de Bembem, nosso melhor Maestro, é um acerto. Parabéns a ele e a quem o escolheu!

  2. Gustavo Porpino 20 de março de 2015 16:27

    Sergio, não se engane, há fantamas por todos os recantos deste país. Lembro bem do meu primeiro dia na FJA, em janeiro de 2003. Alguns me olhavam com alguma estranheza, e achavam que eu seria mais um “Gasparzinho”. Passados alguns meses, tive o prazer de ouvir de uma senhora colega de sala que eu era “diferente”, não apenas por ser assíduo, mas também por produzir. Quando vejo governantes de diferentes níveis, desde o Federal até o municipal, falando da necessidade de cortar custos percebo que o mais coerente seria identificar e eliminar os cargos fantasmas e/ou desnecessários. Mas uma iniciativa assim contraria interesses e, por vezes, até acordos feitos em campanhas políticas. Basta observar o discurso de alguns líderes partidários, sempre cedentos por mais cargos. De todo modo, não é tão difícil identificar e colocar pra traballhar quem tem cargo num órgão do tamanho da FJA. Difícil mesmo deve ser achar espaço pra todo mundo.

  3. Alex de Souza 20 de março de 2015 15:02

    Não seria Humberto Carlos Dantas o mais que conhecido Bembem Dantas, lá do Seridó, meu querido? (favor ler imitando a voz de Augusto Lula)

    • Sergio Vilar 20 de março de 2015 15:11

      Pode ser. Se for é uma boa!

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