Marcelus Bob

Marcelus Bob me comoveu hoje.

Um dos maiores artistas plásticos (não gosta da expressão “artista visual”) deste país, aos 60 anos, falou-me amorosamente sobre o seu pai e a sua mãe, lembrando de frases e fases de ambos.

Com seu pai, aprendeu a misturar as cores e tintas.

Da mãe recebeu o conselho: “Meu filho, sempre que você vir algo bonito, faça o registro.”

Também me contou sobre o amor aos filhos e netos.

E do amor e desamor e “reamor” às mulheres tantas com as quais conviveu.

E a paixão pela ARTE.

O que ainda me deixou sensibilizado foi saber de sua forte ligação com o bairro de Mãe Luíza. Disse-me que jamais renunciaria a tanta natureza: “De um lado, o mar e as suas sereias e seres oceânicos; do outro, as dunas e floresta, com seus animais e também seres mitológicos.”

Marcelus mora numa casa de número 8.

Um 8 deitado é o infinito.

{Fotos: Lívio Oliveira. Clique na foto para ampliar}

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 2 comments for this article
  1. Cellina Muniz 28 de Agosto de 2017 21:40

    Levanta e sacode a poeira! Mas e o rock and peace, Lívio?

  2. O poeta do caralho 28 de Agosto de 2017 22:48

    ” – E aí, Marcelus! Não conseguiu vender o quadro?
    – Ela que não conseguiu comprá-lo.”

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