Mate o Rock em você e morra junto!

Hoje se comemora mundo afora o Dia Mundial do Rock. Os mais céticos e radicais não curtem a data, acham bobagem. Eu gosto de pensar que dias como o de hoje são importantes não para se comemorar, mas para se reconectar com a essência. É como aquele casamento que vai mal e no dia do aniversário gera uma transa boa que lembra o quanto é bom viver aquela experiência.

Rock não é e nem nunca será a música apenas. Tem o conceito em volta e um enorme papel social. Todos os meus melhores e mais fiéis amigos que fiz na vida foram em volta e por causa do rock e ele continua renovando minha idade real ano após ano, sempre que vejo um show pedrada ou uma banda nova de moleques ansiosos por atenção.

Rock no Brasil nunca foi popular e nem nunca será. Quando eu falo de popular, falo de unanimidade musical, aqueles monopólios chatos que vivemos na música de tempos em tempos. Talvez no BRock dos anos 80 tenhamos feito algum barulho por quatro ou cinco anos e foi só, de resto vivemos à margem das grandes mídias, das rádios e do grande público. Isso não nos tira nem um segundo de mérito nem decreta nossa morte como vejo vez ou outra falarem por aí.

Quem mata o rock dentro de si, morre junto. Mata o espírito contestador que ainda resta, mata a energia em estado puro que alimenta o ego, mata a sua própria fonte da juventude. Tenho muito orgulho de chegar aos 42 anos bem vividos tocando em três bandas de rock. É um presente poder me alimentar desse sonho e quero continuar fazendo isso enquanto ainda tiver forças e saúde.

Estive no Centro Cultural Dosol por ocasião do nosso show de comemoração ao Dia Mundial do Rock domingo passado e me peguei orgulhoso de estar naquele camarim todo pichado e cheio de cartazes de shows e dizeres de bandas do país inteiro. Fiquei feliz de ver a gurizada que se apresenta por lá me xingando nas paredes do espaço. É isso que esperamos da juventude, que ela pressione, xingue, se coloque sem medo para levar esse país para frente de um modo mais humano. O papel social do rock na formação desses cidadãos humanizados e contestadores continua sendo nosso maior legado, mesmo que depois a gente se pegue mais velho ouvindo Caetano nas rádios softs da cidade.

De novo: quem mata o rock dentro de si morre junto!

Músico, produtor cultural, promotor do Festival Dosol e pronto para contar as vivências intensas da música de Natal e do mundo, porque viver é uma trilha sonora ininterrupta. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There is 1 comment for this article
  1. Rogério Melo 13 de Julho de 2016 20:50

    Que t3xto f❤d@!

    Valeu, Foca!

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