Matrix Poética

Instalação apresenta a obra Hiperconexões: Realidade expandida, organizada por Luiz Bras

Por Yuno Silva e Cinthia Lopes

A primeira antologia brasileira de poemas criados sob a luz do conceito “pós-humano” será lançada hoje, com presença da potiguar Marize Castro que emplacou “Ode a Aurora”.

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Comments

There are 5 comments for this article
  1. Anchieta Rolim 10 de Fevereiro de 2014 10:35

    Mistura pura de criatividade, qualidade e originalidade. Massa!!!

    Poema – Ode a Aurora
    por Marize Castro

    uma ária ao longe
    anuncia a revoada
    de robóticos
    corvos

    após elétrica tempestade
    ela chega
    voando

    numa galáxia
    de nardo

    faísca por faísca
    devolve aos homens
    a mais antiga
    verdade

    traz consigo
    (em sua nave-névoa
    de sonho e aço)
    sucos de frutas
    velhos algoritmos
    cósmicos oratórios
    nuvens suspensas
    lençóis de neblinas
    feixes de chips
    dríades de nêutrons

    bondades
    unguentos
    catástrofes

    arcaica-jovem
    resplende
    senhas
    santuários
    lama
    lâmina

    coragem
    líquida-sólida
    cai
    inocente e sábia
    sobre
    a humanidade
    disforme

    não há escolha:
    deitada (ainda nua)
    laminada de rosa
    grafita a esperança
    na caverna-árvore

    desvia-se
    traspassa
    céus
    troca
    de medula
    pele
    ânima
    sexo

    e retorna
    ao vermelho
    ao que arde
    e morre

  2. Edjane Linhares 10 de Fevereiro de 2014 12:01

    A poesia transcende/traspassa tudo/nada. A pós-humanidade será consolidada quando a tecnologia compreender a poesia. Viva Marize!

  3. Marcos Silva
    Marcos Silva 10 de Fevereiro de 2014 16:00

    O poema de Marize é muito bom, como tudo que ela escreve. Não entendi a noção de pós-humano. Tenho a impressão de que a crítica ao humanismo vem de longe, longe – Marx, Nietzsche, Freud, os estruturalistas, Foucault… Quando Foucault veio ao Brasil, anos 70, perguntaram-lhe se o homem existia, ele respondeu CLARO QUE SIM. Outra coisa é a noção idealizada de humano, que Nietzsche desancou com tanta clareza.
    Mas o importante é que o livro reuna poemas tão bons quanto o de Marize.

  4. Jarbas Martins 10 de Fevereiro de 2014 17:10

    A poesia de Marize Castro é fortemente marcada pela vitalidade.Surgida logo após o surto vanguardístico, com seus poemas-projeto, sua característica programática, optou pelo caminho que, pouco antes, a poesia marginal (ou alternativa) tinha escolhido -a poesia despojada, nua, sem mais.nada para encobri-la, a não ser sua verdade artística.E assim continuará sendo, independente do rótulo “pós-humano” ou outro que lhe atribuam.

  5. sofia alice 10 de Fevereiro de 2014 21:45

    Nao sei pra que tanta puxação de saco com essa poetisa.
    Ela é chata, arrogante e antipática, e se acha a “rainha da cocada preta”.
    Vários poetas do RN , muitos aqui mesmo da UFRN (poetas anônimos ?), participam de antologias nacionais e nem são noticias nos jornais locais.
    Voces mesmo do Rio Grande do Norte, ( eu sou natural de Recife) precisam conhecer suas poetisas antes de ficar idolatrando uma pessoa que acha que faz a melhor poesia do mundo. Agora o engraçado que no dia do lançamento de livro dela, ela trata todo mundo bem, depois, ninguém chegue perto. Parece politico antes e depois de campanha.
    Seja mais humilde quem sabe futuramente algum jovem estudante se interesse em estudar seu trabalho.

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