Memória cultural

Um grupo de teatro de rua, lá de Dormentes, resolveu resgatar misturadamente algumas figuras e fatos culturais. Chamaram o deficiente visual Aderaldo, o afro descendente Zé Pretinho (pode?) , para homenagear o afrodescendentezinho do Pastoreio.  Trouxeram uma miniatura do profeta Isaias, do portador de deficiência especial  de Congonhas. Encenaram, por fim, ao som da Nona do deficiente auditivo, uma ária em homenagem a Abelardo, que foi castrado pelo tio de Heloísa. Mas ele avisou. “Não me chamem de capado. Sou apenas portador de uma deficiência especial mole”.

Ex-Presidente da Fundação José Augusto. Jornalista. Escritor. Escreveu, entre outros, A Pátria não é Ninguém, As alças de Agave, Remanso da Piracema e Esmeralda – crime no santuário do Lima. [ Ver todos os artigos ]

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