Mercado fonográfico

As mudanças que estamos vivendo no mercado fonográfico são mais benéficas ou maléficas?

São benéficas. Não tem nada de ruim acontecendo. Só de ter desmoronado o que já estava construído há anos é um ganho. As coisas acontecem em ciclos. Começa com um cara tocando uma música legal e alguém querendo ajudar. Esse alguém monta uma empresa para lançar aquele artista. Aí o negócio vai crescendo, começa a abranger mais gente. Vai ficando tão grande que chega uma hora que quem está no poder não é mais aquele cara que gosta de música – ele já partiu para outro empreendimento. No seu lugar entra alguém que veio do marketing, que não tem nada a ver com a arte. Foi o que a gente viveu na indústria da música. Poucas pessoas que amavam a música estavam envolvidas com o negócio. No mundo todo. Eu não vejo isso com ódio. Simplesmente é assim. Também nunca acreditei nessa história de que a mídia impõe a música fuleira. Isso é tudo lenda. A música fuleira é natural. Por isso, agrada do pobre ao rico. Geralmente ela é feita para animar a pessoa a fazer filhinho, para esquentar a relação. A maioria é ligada a alguma dancinha. E é dança de acasalamento, sexo disfarçado, algo natural do ser humano.

Leia AQUI a entrevista completa do produtor musical Carlos Eduardo Miranda à revista Bravo.

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