Meu Deus, salve a borboleta!

Meu Deus, desculpe perturbá-lo diariamente. Ando carente de explicações dos mistérios da vida. Mas me esqueça por uns dias e ilumine a mente dos gestores municipais. Eles não sabem o que fazem. E quando fazem, fazem mal. E quando dizem, dizem besteira. E quando se explicam, vem o pior. Santificai, pois, o secretário de Comunicação. O rapaz escreve um texto apócrifo da gestão municipal, longe do apresentado pelo Auto de Natal, que tentou lá, a sua maneira, explicar o nascimento do Seu Filho. Ressucitai ainda o apedrejado Carlos Eduardo, para o bem da cultura.

Infelizmente – e compreendo a sua humildade e postura pela não intererência direta na bagunça universal – o senhor fica impedido de baixar leis e diretrizes. Mas, repito: ilumine a mente das borboletas e dos nossos parlamentosos políticos dos decretos sem plesbisitos, sem ouvir aqueles que o Seu Filho disse entrar no Reino dos Céus sem pedir licença. Que o Festival de Verão se mantenha, que os nomes das nossas ruas permaneçam, e que a prefeita e outros inquilinos de paletó desta Casa Tua enxerguem na Festa dos Santos Reis não um palanque, mas o sentido religioso oportuno ao momento. Que assim seja, Amém.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Anonymous 6 de Janeiro de 2010 13:45

    Lembrei de Chico Buarque, essa “borboleta” deveria voltar pra escuridão do casulo de onde nunca deveria ter saído. Ou continuar sendo lagarta pro resto de de sua vida.

    Júlia Mércia

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