Mídia e Sociedade

edaurdoO jornalista e ombudsman da FSP, Carlos Eduardo Lins da Silva, fez ontem uma excelente palestra na UFRN sobre “mídia e sociedade”. Durante mais de uma hora ele deu uma geral nas relações nem sempre amistosas entre a mídia e a sociedade.

Focou, principalmente, nas relações da imprensa com o poder, que já nasceram no Brasil sob tensão. O primeiro jornal brasileiro, Correio Braziliense, editado em Londres pelo exilado Hipólito José da Costa, era distribuído clandestinamente no país.

Fiz algumas anotações ao longo da palestra que repasso para vocês, procurando ser fiel ao que ouvi, embora reconheça, como Borges – lembrado pelo palestrante e com o mesmo sentido que cito aqui – que nem sempre o que se ouve e ler é o que realmente foi expresso (por isso, a objetividade, qualquer que seja, é uma ilusão). A palestra, claro, foi muito mais rica do que se depreende dos sucintos apontamentos abaixo. Estranhei a pouca presença de estudantes, mas alguns jornalistas da “velha guarda” marcaram presença, sempre querendo aprender um pouco mais.

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O hiper presidencialismo aumentou a tensão entre a mídia e os governos. Exemplos: Obama (episódio da Fox); Chávez, Cristina Kirchner;

Meios de comunicação não influenciam tanto a população quanto se imagina. Deu vários exemplos, começando por seu trabalho acadêmico no bairro de Lagoa Seca, quando era professor da UFRN. O trabalho foi sobre a influência do Jornal Nacional;

Rádio vive hoje o seu melhor momento;

Povo não é manipulado pela mídia. “Tenho horror a quem diz isso”. Tem alguma influência, mas muito longe daquela que se imagina e propaga;

Os jornais terão de se conformar com tiragens menores, mas não acabarão. É melhor para a Democracia que continuem existindo;

Imprensa do país está se partidarizando, não no sentindo de seguir partidos políticos, mas entre lulistas x antilulistas;

A guetização da mídia (muito presente na maioria dos blogs) não é bom para o debate, para a democracia. Leva ao sectarismo. A tendência hoje é essa;

As tribos (ex. homossexuais, ‘verdes’ etc) tomaram o lugar de ideologias como o capitalismo e o capitalismo.

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