Milagres

Amigos e amigas:

Nestes tempos de Instituto Millenium (hiper-direita excitada) e argumentos anti-cotas, lembrei da grande canção “Milagres”, de Cazuza, Frejat e Denise Barroso – existe uma gravação arrepiante de Elza Soares. Reparem que os moleques e a moleca até citam, sofisticadamente, Bertolt Brecht – rock-blues também é cultura:

Milagres
Cazuza, Frejat e Denise Barroso

Nossas armas estão na rua
É um milagre
Elas não matam ninguém

A fome tá em toda parte
mas a gente come
Levando a vida na arte

Todos choram mas só há alegria
Me perguntam o que é que eu faço
E eu respondo
Milagres, milagres

As crianças brincam com a violência
Nesse cinema sem tela
Que passa na cidade

Que tempo mais vagabundo esse agora
Que escolheram pra gente viver

Todos choram mas só há alegria
Me perguntam o que é que eu faço
E eu respondo
Milagres, milagres

Nossas armas estão na rua
É um milagre
Elas não matam ninguém

A fome tá em toda parte
mas a gente come
Levando a vida na arte

Todos choram mas só há alegria
Me perguntam o que é que eu faço
E eu respondo
Milagres, milagres

xxxxx

Abraços a todos e todas:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

ao topo