Milton Nascimento (“…E a gente sonhando”)

Milton continua me emocionando…

No CD “…E a Gente Sonhando”, o artista mineiro estabelece uma conexão meio que nostálgica com cerca de 25 jovens cantores e músicos de Três Pontas, cidade mineira onde Milton passou boa parte de sua vida. E é esse disco que ando escutando no carro pelas ruas de Natal; mas, também no trabalho, em casa…

…principalmente a canção “O Sol”, composição de Antônio Júlio Nastácia. Tem essas passagens belíssimas:

Ei, dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada…
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou…

A voz de Milton, apesar das transformações físicas visíveis do cantor, continua a mesma: rara e bela!

Procurem a música na internet. Vão gostar, acho eu.

Vale repetir:

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Ítalo de Melo Ramalho 8 de fevereiro de 2011 19:35

    Prezada Tânia, “Céu de Santo Amaro” é uma canção que o camarada tem que ser muito bom para por uma letra e não perder o teor, o âmago da riqueza melódica. Flávio Venturini conseguiu numa peça de Bach popularizar ainda mais o compositor alemão. Realmente ficou lindíssima.
    Quanto a segunda “Quem sabe isso quer dizer amor”, dá-me a impressão de zelo, de cuidado, misturado com ânsia de querer demonstrar a aflição de provar o oculto, o intrínseco e particular.

    “Cheguei a tempo de te ver acordar
    Eu vi correndo a frente do sol…”

    No mais agradeço a suas palavras.
    Boa sorte!

  2. Lívio Oliveira 8 de fevereiro de 2011 8:45

    Tânia, obrigado pela elegância, sempre decantada por estas bandas.

  3. Lívio Oliveira 8 de fevereiro de 2011 8:18

    Ítalo, meu amigo, você jamais se equivoca por demonstrar sensibilidade…
    Agradeço por ser meu interlocutor, respeitoso e franco.
    Abraço.

  4. Tânia Costa 7 de fevereiro de 2011 23:39

    Lívio,
    Que bálsamo nesse final de noite. Após um dia super agitado. Você e Ítalo ofertaram-me imagens de leveza “quando já me sentia capturada pelo olhar inexorável da Medusa, eis que vocês vieram em meu socorro. Obrigada por compartilhar! Escutei algumas vezes “O sol” com Jota Quest. Com Milton, acho que uma vez só (no som do carro!). Enfim, passei a gostar mais após a sua indicação porque pude acompanhar a letra.
    PS: Embora goste das duas indicações de Ìtalo, a minha preferida é “Céu de Santo Amaro.
    Valeu!

  5. Ítalo de Melo Ramalho 7 de fevereiro de 2011 20:13

    Lívio, fiz um comentário que peço desculpas a você e aos Pluralistas pelo o equívoco, pratica exercida corriqueiramente por mim. Quando menciono uma canção de Flávio Venturini em parceiria com Bach, enganei-me com o título e pus “Céu de Brigadeiro” em vez de “Céu de Santo Amaro”, vai ver que o comportamente belicoso do Caetano me fez sonhar com o tão desejado céu pelos ases da aviação, fazendo-me esquecer que, como todo Emanuel, Veloso veio ao mundo para nos confundir.

  6. Ítalo de Melo Ramalho 7 de fevereiro de 2011 19:37

    Lívio, ultimamente os compositores mineiros, principalmente aqueles que fizeram e formaram o famoso “Clube da Esquina” me encandeiam com a beleza das suas canções. Para citar escolhi duas pérolas, uma dos irmãos Borges, Marcio e Lô, “Quem sabe isso quer dizer amor”, e outra de Flávio Venturini em parceiria com um desconhecido compositor que atende pela alcunha de J. S. Bach, “Céu de Brigadeiro”. Nesta última canção, Venturini interpreta junto a Caetano Veloso, ficou muito bom, porém a declamação da sua irmã Maria Betânia é insuperável. Estas duas odes sublimam a capacidade do nosso cancioneiro em cantar um tema extremamente simplificado, contudo não esgotado que é: o amor.

    Consultem o youtube e as encontrarão.

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