MinC alia-se a Cae contra Lula e cultura livre

No domingo, Caetano Veloso usou a sua coluna semanal, num jornal carioca, para pregar a propriedade imaterial. Aproveitou para, como tem feito nos últimos anos, falar mal de Lula (“muito show business”). E elogiou Dilma (“estou adorando”). Aproveitando certo clima reacionário, o músico soltou o verbo: “ninguém toca em nem um centavo dos meus direitos”, “devemos respeitar os direitos autorais sem concessões” e “A internet que se vire.”

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Laélio Ferreira 12 de fevereiro de 2011 13:10

    Tácito, por favor:
    Retifique “À propósito” para “a propósito”.
    Grato

  2. Laélio Ferreira 11 de fevereiro de 2011 18:03

    A propósito de “Cae”:

    “Caetano Veloso em Natal visto pelos versos de Laélio Ferreira
    Deu na Tribuna do Norte: “Não enquadrei o meu show na Lei Rouanet. A produção que organiza a turnê optou pela lei, como um recurso que está disponível para qualquer artista usufruir. A polêmica está girando em torno de mim, mas eles também aprovaram o projeto da Ivete, por exemplo”, repetiu Caetano.

    E acrescentou: “Estou mais interessado no diálogo cultural com a plateia. Não combino com as pessoas que gostam de dinheiro. Eu particularmente não gosto! Não faz parte da minha infância. Gostaria mesmo que os meus shows fossem mais baratos para todo mundo. Ingresso caro traz gente careta para o show. Não que as pessoas ricas sejam caretas, mas assim usa-se outro critério de seleção do público”. Os ingressos do show do cantor em Natal giram entre R$ 50,00 (pista) a R$ 500,00 (mesa).”

    Meus Verdes Anos
    (sob licença de Casimiro de Abreu)

    Oh! que saudades que tenho
    da Santo Amaro querida,
    da minha infância fodida
    que os anos não trazem mais!
    Ao vil metal tinha horrores
    mas era, então, já, danado,
    já fumava um baseado,
    à sombra dos cajuais!

    Naqueles tempos ditosos
    ia colher os pepinos
    e os trocava com os meninos,
    brincava à beira do mar…
    Sonhava com Sampa, Londres,
    com a invenção da Tropicália,
    com muito fumo e a sandália
    – sem ficar rico – gastar!

    Que beleza, hoje, é a vida:
    veja só vossamercê:
    sou freguês da Lei Rouanet,
    “ingênuo” vivo a cantar!
    No Rio Grande do Norte,
    canto em Natal pros caretas,
    gosto pouco de bocetas
    – quem quiser, vá se lascar!

    Laélio Ferreira
    Natal RN, julho/2009”

  3. carlos de souza 11 de fevereiro de 2011 11:00

    puta merda, cara, meus heróis nem morreram de overdose, estão morrendo de bolor.

  4. Marcos Silva 11 de fevereiro de 2011 10:28

    É necessário que essa discussão não dependa de Caetano Veloso nem de ninguém. ´Trata-se de debate sobre cidadania e direito à cultura.
    Se alguém ganha dinheiro em cima de uma obra qualquer, um percentual desse dinheiro tem que ser pago ao autor, claro. Se os blocos de rua ganharem dinheiro cantando “Mamãe eu quero”, sou favorável a que paguem percentual pelo uso do trabalho alheio.
    Por outro lado, o direito à cultura não significa prioritariamente o direito a cantar as músicas de Caetano Veloso e outros. Considero até mais urgente o direito de acesso a tantas obras mal divulgadas ou nem divulgadas bem como o direito a produzir novas obras. Sempre com pagamento sobre o dinheiro que essas obras renderem no mercado. O que está em discussão, portanto, é o mercado.
    Faz falta uma definição clara do uso social de diferentes obras artísticas. Quando crianças cantam numa escola qualquer canção, pode haver uso privado desse material (aquelas escolas que cobram uma fortuna de seus alunos) ou não (escolas públicas).
    Não podemos ficar esperando pelas vozes dos autores. Eles têm direitos, a sociedade deve debater os direitos da coletividade.

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