Miragem

Do dramaturgo e poeta Paulo Jorge Dumaresq, enviado gentilmente por Cefas Carvalho:

Miragem

Sertão
Ser tao grande ócio
Do Seridó ao umbigo
Tal qual jazigo sonhado
Por macambiras e bichos-preguiça

Entre Caicó e o infinito
É tudo tão tamanha sina
Que alucina o errante argonauta

Da rasa caatinga
Brotam messiânicas esperanças
Sob um céu púrpura de lirismo

Sertão
Ser tao de grande vereda
Onde convivem humanas catervas
E rebanhos nutridos de indigência
Na vã esperança de escaparem ao abate

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