Moa-se – Processe – se – Revolte-se

Inspirado num encontro com Anchieta no Sebo de Jácio

O lamento
A constatação
Não estava bem e pedia para sentar
Na morte todos são iguais
Bons
Caridosos
O reconhecimento do homem plural
Atuou bem em várias áreas
Quadrinhos
Poesia
Cinema
Ensaio
A coerência politica
Sempre à esquerda
Projetos de nunca acabar
Tinha pressa
Escreveu muito convalescente
O sebo vermelho de Abi apoiou
E publicou uma dezena de livros de Moacy
O vazio que fica
E os que dizem sem conhecer
Porque não poder abanar na cara e dizer
Me respeite
Com Cajaranas e carambolas
Faço mais que um suco seu Luís
Com grafimos grafitei as ruas da existência
Me apropriei
Versei
Enfim, vivi lançando ondas e processando
De meu epicentro Caicó

damata

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Oreny Junior 22 de janeiro de 2014 13:30

    joão, na sua imaginação moa-se, moem os moinhos, com armaduras e sanchos, rocinantes e quixotes, moa-se
    abraços

  2. DAMATA 21 de janeiro de 2014 10:07

    Marcos amigo, comcordo com a sua opinião. O título será MOA- SE. Obrigado

  3. Marcos Silva 21 de janeiro de 2014 9:52

    Há passagens comoventes nesse poema. Prefiro o primeiro título (Moa-se, curto e grosso), os demais, em meu entendimento, sobram.
    “Se alguém quiser fazer por mim / que faça agora”. A unanimidade pós-morte tem um lado de oportunismo mas também revela a grande força de uma vida, ninguém tem mais coragem de ser contra. Melhor se fosse em vida. Poderia ser pior depois da morte – segundo Benjamin, no Nazismo (e no que vem depois, não tenhamos ilusões), nem os mortos estão seguros.

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