Moacy Cirnes (1943 – 2014)

eu e moacy no rio

Moacy e eu numa livraria que fica no centro do Rio (não lembro o nome agora), acho que o ano é 2007 ou 2008, por aí – reparem na camiseta, com o nome Natal, o amor pelo RN ele levava no peito onde estivesse 

Por Tácito Costa

O quadro de avisos da Capela 1 do Centro de Velório Morada da Paz informava o nome da pessoa velada e horário do sepultamento. Ontem estava sendo velado Moacy Cirnes, reparem o plural que o pessoal do setor administrativo do Centro acrescentou ao sobrenome. Sem querer, acertaram na mosca. O tipo de detalhe que não passa incólume a um jornalista já passado na casca do alho.

Da mesma forma que muitos se referem a Vinicius de Moraes como vários, devido ao plural no nome e sobrenome (poeta, cronista, teatrólogo, compositor, crítico de cinema…), Moacy não fica atrás. Jogou em todas as posições (professor, agitador cultural, poeta, ensaísta, crítico, editor, blogueiro… ), mas ontem fez a última viagem como goleiro, vestindo a camisa verde, de manga longa, do goleiro do seu amado Fluminense, o grande Castilho (com assinatura do craque na frente).

Muitos amigos foram se despedir do velho Moa. E outros não apareceram porque certamente não ficaram sabendo. Digo isso porque ontem no início da noite lembrei de ligar para Nelson Patriota. Ele estava no shopping e não sabia de nada até aquele momento. Creio que mais gente teria aparecido no velório se tivesse tomado conhecimento do ocorrido até mesmo porque Moacy não tinha inimigos. Suas posições políticas e estéticas firmes não atrapalhavam o bom relacionamento que mantinha com todos. No Facebook o escritor Pablo Capistrano resumiu isso: “Moacy Cirne era antes de tudo um cara muito decente e generoso. Uma figura humana ímpar deixa esse mundo”.

Escrevi uma notinha no Twitter lamentando que a afiliada da Rede Globo em Natal, a InterTV Cabubi, que tem a maior audiência no estado, não deu uma linha sequer sobre a morte de Moacy. Sim, eu sei que já deveria estar acostumado com coisas desse tipo, mas não me conformo. Principalmente porque me vem a cabeça a morte há poucos dias de um político aqui em Natal (não vai aqui nenhum juízo de valor sobre a pessoa – segundo os jornalistas especializados era um homem decente), que rendeu coberturas generosas de todos os veículos de comunicação, notadamente as TVs.

Na minha régua de medir as coisas – respeito todas – a morte de um poeta é muito mais importante do que a de qualquer político, seja ele quem for. Mas reconheço que a maioria não pensa assim.

Foi a partir da revista Preá, da qual eu e Gustavo Porpino fomos editores, na gestão de François Silvestre na Fundação José Augusto, em 2003, que me aproximei de Moacy. Coincidiu também que nos anos seguintes ele começou a vir com mais frequência a Natal. Os eventos culturais e os encontros aos sábados no Sebo Vermelho nos mantinham sempre em contato.

Chegamos a fazer uma entrevista com ele para a Preá, que contou com a participação de Dácio Galvão, mas logo depois saí da revista e o material não foi publicado. Ontem à tarde, dei uma vasculhada nas minhas coisas e descobri o CD com a transcrição da entrevista, mas infelizmente grande parte está ilegível, impossível de ser publicada.

Do que está legível restam esses trechos abaixo:

SOBRE O POEMA PROCESSO

“O que é poema processo basicamente? É aquele poema capaz de gerar recriação, aquele poema capaz de gerar novos poemas, novos pensamentos em relação a novas poéticas, uma série de coisas que são importantes”.

PRECONCEITO CONTRA O POEMA PROCESSO

“Como são raros os professores, do nosso meio acadêmico, que de uma forma ou de outra se abrem para o poema processo. Tarcísio Gurgel é um deles, na História da Literatura Norte-rio-grandense, que abriu espaço para o poema processo. Mas muitos outros ignoram. Ignoram por simples desconhecimento ou por um falso conhecimento. Não sei se trata de má fé propriamente. Não querer esperar algo que seria de fato, algo novo. O novo, ontem como hoje, carrega ou contém dificuldades. É mais fácil falar sobre um clássico do que falar sobre algo que está surgindo.”

LUGAR DO POEMA PROCESSO

“A gente nunca pretendeu ser o único caminho da poesia brasileira. Claro que como uma questão prática chegou em 67, 68, rejeitávamos toda e qualquer experiência anterior, como, sonetos, coisas mais tradicionais, era uma questão de lutas literárias. A própria rasgação de livros foi um momento de luta literária para marcar oposição frente à academia.”

RASGAÇÃO DE LIVROS

“Veja só, isso foi um gesto simbólico evidentemente, né? Nós rasgamos livros, mas não rasgamos Drummond, não rasgamos Cabral, não rasgamos Bandeira, rasgamos livros de vigésima, trigésima categoria, comprados em sebos na rua que não valiam nada, absolutamente nada, comprava por um real. Aí gritava: Carlos Drummond de Andrade! E rasgava, né? A idéia foi de Jomard Muniz de Brito”

RESPEITO AO QUE VEIO ANTES

“De qualquer maneira nada nasce do nada, o próprio poema visual, e a gente já disse aqui, que o poema processo pode ser expressado também de outras formas. A poesia concreta não nasceu do nada, o poema processo não nasceu do nada, o novo sempre nasce de alguma coisa feita, em pequena ou larga escala. Então pra você pensar o poema processo, aqui como lá fora, tem que pensar também no que foi feito antes. Numa ótica nossa que de que maneira implica numa certa radicalidade, que implica um certo experimentalismo, uma certa experimentação. Há aqueles poetas cujos poemas são mais importantes para chegarmos aonde chegamos. Não quero negar com isso uma Auta de Souza, um Ferreira Itajubá, no nosso caso aqui, um Henrique Castriciano, um Antônio Pinto de Medeiros, o próprio Newton Navarro. Não quero negar nenhum deles, acho que eles têm poemas bons e poemas ruins, como nós também. Eu jamais disse que todo poema processo fosse um poema bom. Eu digo que todo poema processo pode inaugurar novos processos e novos poemas.”

Comments

There are 18 comments for this article
  1. suely Nobre 12 de Janeiro de 2014 16:28

    Tácito

    Toda razão lhe assiste. Não há interesse de alguns veículos de comunicação patrocinar a boa cultura, então, acontecimentos de suma magnitude para alguns, como a perda de um expoente da cultura potiguar, pouca importância tem para outros. Gostaria de deixar aqui mais um depoimento interessante envolvendo o nome do Moacy. Certa vez, a convite de uma amiga, fomos lanchar numa creperia aqui da capital que até então desconhecia. Lá, me deparei com uma pequena parede adornada com algumas fotografias similarmente emolduradas de alguns nomes ligados à cultura do Estado. Surpreendi-me com a ausência do Moacy Cirnes. No cardápio, percebi o nome de outras tantas pessoas denominando os pratos ofertados. Também ali não encontrei o Moacy Cirnes. Incrédula, dirigi-me ao balcão e tomei conhecimento de que a proprietária, por ser verão, também era aquele um mês de janeiro, se encontrava na praia de Pirangi, cuidando de uma loja ali montada. Não esperei muito e fui até Pirangi. Naquela noite não perdi a oportunidade de conhecer a proprietária da creperia, a qual me recebeu com muita simpatia facilitando a conversa. Parabenizei pela ideia, não demorando em dizer que estava faltando em sua parede uma fotografia. Um nome que, certamente, merecia denominar um prato pra lá de arretado, bastante apimentado, quem sabe de carne de sol de Caicó regada com uma boa aguardente (Ipsis litteris). Ela sorriu do meu jeito e, sem levar muito a sério o que eu falava, informou que não conhecia o Moacy. Eu rebati dizendo que não demoraria a conhecer. Passaram-se quase dois anos desse primeiro contato, as idas a creperia se tornaram mais espaçadas, contudo não perdia a oportunidade de sugerir a foto do Moacy, até que uma noite, para minha alegria lá estava a sua fotografia decorando aquele ambiente que, sem dúvida, a partir de então restou mais potiguar. E digo Tácito, incomodou-me não a ausência de sua fotografia, em si mesma, mas a exposição de nomes não tão significativos para a cultura do Estado, como se assim o fossem, em um espaço que pretendia mostrar a cara da nossa cultura. Por essa razão, ele não poderia faltar! Ainda não conferi a receita, caso contrário, isso não vai demorar (rs).
    Grande abraço.

  2. Francisco Sobreira 12 de Janeiro de 2014 16:56

    É, Tácito, é isso mesmo. Não é só aqui no RN, é coisa deste nosso pobre país. Me lembro que Airton Senna e Mário Quintana morreram no mesmo dia, ou numa diferença de 1 dia, por aí. Você deve se lembrar das honras prestadas ao piloto pela tevês abertas, sempre à frente essa odienta Globo. Do poeta gaúcho só vi (ouvi) uma informação num canal de pouca audiência. Aqui, quando Cascudo (Cascudo!) morreu, o hoje defunto Diário de Natal dedicou apenas duas páginas ao nosso Mestre. Poucos anos depois, o Poti editou um caderno sobre um colunista social (cujo nome, felizmente, não lembro), que iria estrear coluna naquele jornal. É isso. Um abraço.

  3. Marcos Silva 12 de Janeiro de 2014 18:10

    Estou muito triste com a ausência física de Moacy mas fico feliz e comovido com o carinho de tantas pessoas, tão diferentes entre si, que demonstram, com esprit de finesse, respeito por ele.

  4. Danclads Andrade 12 de Janeiro de 2014 19:45

    Quando morreu Cacilda Becker um jornal (que não me recordo agora qual) publicou: “Morreram Cacilda Becker”. Tal se deu com Moacy Cirne(s) que era plural, conforme bem exposto por Tácito.

    É uma perda imensa para a cultura potiguar e deveria ter sido noticiado com a dimensão que a notícia merece. Mas, fazer o que se a elite potiguar não prima pela cultura e a mídia reflete isto?

  5. Francisco Varela Cavalcanti 12 de Janeiro de 2014 22:09

    Faço aqui minha reverência ao poeta, ao intelectual, ao político, ao homem Moacy Cirne.

  6. Tácito Costa
    Tácito Costa 12 de Janeiro de 2014 22:27

    A ideia de uma edição somente sobre Moacy foi de Lívio. Eu acatei de imediato. Acho que conseguimos nosso objetivo. A edição ficou excelente e teve grande repercussão no Facebook e no Twitter. Obrigado a todos que colaboraram para que isso ocorresse. Moacy vive!

  7. Suely Nobre Felipe 13 de Janeiro de 2014 9:13

    Tácito, bom dia.

    Parabéns pela sua atitude. A sua sensibilidade cultural não descuida em distinguir um valor genuíno. Com certeza Moacy vive! O legado que ele deixou não será por nós esquecido. E não tenho dúvida que encontrou o seu tão sonhado São Saruê. Certa vez, ao ler uns versos que lhe dediquei (Regresso), o qual, logo em seguida transformou-se em prosa, ele emocionou-me com suas palavras carinhosas e respeitáveis, finalizando por dizer: “São Saruê sobreviverá sim!” (Fri, 09 Feb 2007 08:08:03).

    Regresso
    Suely Nobre

    Campina Grande in festa! Numa expo bucólica, revirando pensamentos, conheci o Sítio São João. Taperas de taipa, ainda sem reboco. Quis ser pedra, não teve jeito! As lágrimas… As lágrimas! Vi num canto tia Etelvina, irmã mais nova de minha avó. E, andando devagarzinho, bem na sala do jantar, avisto a moça da janela. Ozaete, sua sobrinha. Estavam diante de mim: Bibi, Etinha e minha avó! Logo que avistei o quarto, a garganta deu um nó. Vi uma gente sem pátria, se rindo de fazer dó, do expressivo urinol. Lembrei-me da infância vivida, na casa de pai Uó. Lá quando à noitinha caía, e bem mal escurecia – as puçás tudo espichadas… Hora de contar estrelas, pedir a bênção de Ati, de Sant’Ana e Pai Uó. Por Deus! Como me foi útil, aquele velho urinol, que agora virava peça, de grande admiração, para alguns, de gozação! Saí dali cabisbaixa, tomada pela emoção, ao ver os costumes de minha gente, ameaçados de extinção. E, pra aliviar a minha dor, resolvi entrar na capela. Avistei santos e velas. E três mocinhas magrelas, confundindo a exposição, com cenário de novela. Pousavam, tiravam fotos, zombavam de São João. Uniam as mãos em preces, imitando nossa Senhora. Já outra bem sorridente, abrindo os braços aos céus, clamava por mais um flash! Açoitada pela frieza, que tangia as minhas lágrimas, entrei na bodega ligeiro, pra aquecer-me ao candeeiro. Tomei de um gole só, uma lapada de saudade, ao ver vovô Nô querido, sentado ao tamborete, ensinando-me a embalar sabão, no mesmo papel de embrulho, que também se embrulhava o pão, e a esperança vencida, de chover lá no sertão! Buscando me consolar, fui pra venda de cordel, e já num primeiro balaio, li um título de arrepiar, mas faço questão de falar! Que coisa, veja seu moço! “O filho que estuprou a mãe e depois virou um cachorro!”. Desisti daquela invenção, e fui assistir ao debate de Lampião com São Pedro, do poeta pernambucano, cordelista José Pacheco. Ali fui interpelada, por José Alves Sobrinho, que autografou com carinho, a sua saga derradeira, exaltando Nísia Augusta, nossa poetisa estrangeira! Já ia deixando a venda, quando avistei lá num cantinho, seu Antônio da Mulatinha, que vendendo alguns dos seus sonhos, recomendou-me, com carinho, a obra de sua amiga, a cordelista campinense Maria Julita Nunes. Valorizando a indicação, li ligeiro e deparei-me, com o mestre Manoel Camilo anunciado com prazer: “Assinei o codicilo, pra direito o povo ter, a viver muito tranquilo, aqui em São Saruê”. Um sorriso serenou-me, ao lembrar-me de você!

  8. Lívio Oliveira 13 de Janeiro de 2014 9:20

    Somente você, caro Tácito, teria essa especial sensibilidade e essa generosidade com a ideia da edição especial sugerida. Parabéns pela grande homenagem que permitiu que todos prestássemos ao nosso saudoso Moacy! Abração!

  9. Jarbas Martins 13 de Janeiro de 2014 14:12

    Achei que esta seria a melhor forma de homenagear Moacy Cirne – falar sobre a amiizade que mantive com ele, desde os dezessete anos, quando veio de Caicó morar em Natal.Compreendendo as nossas diferenças e acentuando nossas identificações, diante da vida.Não fui, desculpem-me os seus familiares, ao seu velório.Por razões, reconditamente pessoais,Moacy, melhor que ninguém, compreenderia o meu gesto, essa recusa,meu lado antissocial, meu jeito de ser, tanto quanto eu compreendia seu doce sarcasmo, sua aversão, de fundo anárquico, a toda forma de oficialismo, hábitos burgueses e academicismos.Este, então, soava a seus ouvidos como uma praga.Abandonou o curso de Direito, quando estudávamos na Faculdade, na Ribeira, alegando que fora poucos colegas,amigos e amigas que lá deixara, nada mais o atraia.Nenhum professor, sem exceção, nem sequer Cascudo.Mandou-se, em 1967,para o Rio de Janeiro, trabalhou na Editira Vozes, foi editor de revistas culturais e publicou,de forma pioneira, um livro sobre Quadrinhos.Juntamente com a instauração do vanguardístico Poema/Processo, ao lado Wlademir Dias-Pino,Neide Sá e outros,tornou-se um nome nacional.Não se graduou em em nenhum curso acadêmico, contentando-se com o título de “notório saber”que lhe foi outorgado por uma Universidade.Um autodidata.E, no entanto, era doutor em cinema, quadrinhos, ciência política, religião e marxismo.A paixão passaria a ser o método para adquirir o seu saber, a sua verdade. Revolucionário,fez parte do ultraesquerdista Partido Oporerário Comunista,uma dissidência do trotskismo no Brasil.Me identificava e,talvez seja este o termo exato, ADMIRAVA esse seu lado passional.Foi militante de primeira hora do Partido dos Trabalhadores. Deixando a militância, há alguns anos do PT, nunca renegou o ideário do Partido que ajudou a criar, e os rumos que ele ultimamente estava tomando.Na última conversa que tive com ele, semanas atrás, achava que José Dirceu
    fazia não só parte da história do PT como do Brasil.(Concordei com ele, dizendo-lhe que minha passagem pela carreira jurídica tinha me trazido muitos desenganos).Detestava o imperialismo americano, seus signos, a indústria hollywoodiana, a Coca-Cola.Amava como eu o ABC F.C, mas era torcedor do Fluminense no mesmo grau de fanatismo de um Nelson Rodrigues.No mesmo grau de um profeta sertanejo de longínquas plagas dos sertões nordestinos.Cultivava sua barba que se assemelhava a Antonio Conselheiro ou Marx.Um Jeová Barbudo de Caicó.Rebarbativo, não.PASSIONAL!!!

  10. thiago gonzaga. 13 de Janeiro de 2014 23:19

    Grande Moacy Cirne.

    Sou da nova geração e me orgulho ter lido/conhecido ele.

    Em dezembro estivemos conversando sobre um livro reunindo toda a fortuna critica dele, e a participação no volume dois do livro impressões digitais.
    Eu elaborei um questionário de 30 perguntas e enviei para ele por e-mail, uma pena não ter dado tempo ele concluir, mas o livro vai ser dedicado inteiramente a ele.

    Parabéns ao S.P. e a todos os participantes/comentarios .
    Li todos os textos e gostei de todos.

  11. Marcos Silva 14 de Janeiro de 2014 9:00

    Thiago:

    Considero muito imporotante a publicação de uma fortuna crítica de Moacy Cirne, grande nome da cena cultural potiguar – não falo isso somente agora, indiquei várias vezes no ano passado essa minha avaliação. Aconselho vc a incluir no futuro volume de “Impressões digitais” uma das entrevistas mais recentes de Moacy, com a devida autorização do entrevistador. E avalio como mais que justa a dedicatória do novo volume de entrevistas a Moacy.

  12. Lívio Oliveira 14 de Janeiro de 2014 10:53

    Concordo plenamente com Marcos Silva. Acho que o meu amigo Thiago é, de fato, um dos melhores nomes para levar adiante um projeto de livro em homenagem ao grande Moacy Cirne. Pensei e propus fazer um livro de depoimentos sobre Moacy e convidei nosso Marcos Silva para levar adiante a ideia. Mas, nesse momento, acredito que o projeto do nosso querido Thiago tem mais viabilidade a médio prazo. Dessa forma, RETIRO a minha posição anterior de organizar um livro em parceria com Marcos e fico ao dispor de Thiago (e/ou do próprio Marcos, caso também permaneça com o projeto), dispondo-me apenas a contribuir com meus textos individuais e a entrevista que fiz em 2008, para qualquer homenagem impressa ao nosso Moa. Um abração a todos e VIVA MOACY!!!

  13. Jarbas Martins 14 de Janeiro de 2014 17:36

    Por que não um livro sobre MOACY CIRNE, organizado por Marcos Silva, Lívio Oliveira e Thiago Gonzaga?

  14. thiago gonzaga 14 de Janeiro de 2014 17:39

    Olá, amigos !

    Professor Marcos Silva, eu tive essa ideia de reunir a fortuna critica do Moacy graças a você, que tanto falou e defendeu o nome dele aqui no S.P. Daí fui reconhecendo a importância do Moacy para as nossas letras. Valeu.

    E Lívio Oliveira, Eu topo a ideia do livro, acho maravilhosa. Estou disposto a contribuir de alguma forma.
    Poderíamos reunir alguns escritores e homenagear o Moacy em um livro que ficará para a nova geração conhecer um pouco dele através de outros escritores.

    Vou falar com o Abimael Silva pra gente fazer uma parceria.
    Reuniríamos o pessoal do SP que queira participar e outros.
    Inclusive, como o Marcos Silva falou, incluindo estas entrevistas que foram feitas e postadas com ele.

    Embora eu tbm tenha interesse em solicitar uma delas para por no livro Impressões Digitais vol 2 com os devidos créditos para quem a fez.

    Como organizador podemos ver a possibilidade do Marcos Silva continuar a frente, e vou colaborando de alguma forma, contando com a ajuda-dicas do Lívio do Tácito, e dos outros.

  15. Lívio Oliveira 14 de Janeiro de 2014 19:09

    Beleza, amigos Jarbas, Marcos e Thiago! Muito bom! Ficarei contente demais se Thiago e Marcos assumirem mesmo o protagonismo desses projetos. Terei todo o prazer e disposição em colaborar com os meus textos e com a entrevista que fiz com o nosso M.C. em 2008; e com bons pitacos, provocações (que é o meu forte, rsrsrsrs) e “livioideias” (expressão jocosa e divertidíssima criada por nosso querido – e ausente temporariamente – Fernando Monteiro). Mas, de fato, verifiquei que eu não teria condições pessoais – ao menos no momento – de participar e de me envolver na organização de um e/ou outro dos livros, que certamente virão ao mundo.

    Fico à disposição, então, escrevendo os meus textos, dessa forma simples que me é possível. Abraços a todos! L.O.

  16. Jarbas Martins 14 de Janeiro de 2014 20:12

    Em frente, amigo Thiago.

  17. Marcos Silva 14 de Janeiro de 2014 21:33

    Temos em comum o amor e o respeito por Moacy. Penso que ele merece muitos e muitos livros (e filmes e peças e teses e sei lá o que mais). Nesse sentido, defendo o projeto original de Thiago (fortuna crítica existente reunida) e o projeto original de Lívio (um livro reunindo texto novos em homenagem a Moacy).
    Sugiro pensarmos sobre o assunto e retomá-lo depois.

  18. Suely Nobre Felipe 15 de Janeiro de 2014 10:31

    Tácito.

    É bastante confortante a certeza de que a obra do Moacy Cirne será preservada, e perpetuada, por pessoas tão lídimas, na exata proporção do seu elevado grau de valoração.

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