Morre a crítica de arte Radha Abramo

A crítica e historiadora da arte Radha Abramo, em imagem de 2003

NA FOLHA DE SÃO PAULO

Morreu aos 85 anos nesta quarta (24) em São Paulo a crítica, historiadora da arte e jornalista Radha Abramo. Ela foi vítima de um infarto do miocárdio e sofria do mal de Alzheimer havia cinco anos. Seu corpo será enterrado nesta quinta no cemitério da Consolação.

Abramo foi uma das figuras mais ativas no cenário artístico do país ao longo dos anos 1970 e 1980. Escreveu críticas, deu aulas e trabalhou como assistente cultural e artística da Fundação Bienal de São Paulo.

Viúva do jornalista Cláudio Abramo (1923-1987), que dirigiu a Redação da Folha, ela também escreveu sobre a obra de artistas com os quais conviveu, entre eles Geraldo de Barros, Carlos Takaoka, Francisco Brennand e Alfredo Volpi. Seu foco foi tratar a arte em relação estreita com o contexto em que surgia.

Entre seus principais trabalhos está a curadoria da representação brasileira na Bienal de Veneza em 1986, para a qual levou obras de Gastão Manoel Henrique, Geraldo de Barros, Renina Katz, Washington Novaes e de comunidades indígenas.

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