Morre a queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz de 2004

NO GLOBO

NAIRÓBI – A queniana que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, de 71 anos, morreu no hospital onde fazia tratamento contra o câncer, informou nesta segunda-feira sua organização, o Movimiento Cinturão Verde.

A ambientalista Wangari Maathai foi fundadora do Movimento Cinturão Verde do Quênia. Ela também era ativista dos direitos da mulheres e atuou como membro do Parlamento.

“Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimento, ocorrido em 25 de setembro de 2011, depois de uma grande e valente luta contra o câncer”, disse a organização em sua página na internet.

“A morte de Maathai é uma grande perda para todos os que a conheciam e para quem admirava sua determinação para fazer um mundo mais pacífico, mais saudável e um lugar melhor”, acrescentou o comunicado.

Maathai, que tinha três filhos e uma neta, foi uma das primeiras mulheres de África Ocidental com uma cátedra universitária, com um doutorado em biologia.

A ambientalista fez campanha pelos direitos humanos e capacitação das pessoas mais pobres da África. Em 2004, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para promover o desenvolvimento sustentável, democracia e paz. Foi a primeira mulher africana a levar o prêmio.

Maathai foi presa e ameaçada de morte por lutar pela democracia no Quênia. Nas primeiras eleições livres de seu país, foi eleita para o Parlamento e tornou-se ministra assistente do Meio Ambiente.

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