Morre em Natal o escritor Moacy Cirne

Moacy Cirne contesta edição da global editora sobre obra de cascudo

Foto: Kamilo Marinho

Morreu neste sábado (11), aos 70 anos, por volta das 13 horas, no Hospital da Unimed, em Natal, o escritor potiguar Moacy Cirne. A notícia foi confirmada por sua companheira Fátima, com quem falei há pouco por telefone. Moacy estava internado desde a última quarta-feira, quando deu entrada no hospital para fazer procedimentos médicos relacionados a um tratamento antigo que fazia para combater uma hepatite. Durante o procedimento o quadro clínico se complicou e o escritor teve posteriormente uma parada cardíaca, foi levado a UTI mas não resistiu.

O velório ocorrerá das 20 horas deste sábado às 07 horas de amanhã (domingo) no Centro Morada da Paz da rua São José. Em seguida, o corpo seguirá para Caicó, onde será sepultado às 11 horas.

Uma das últimas entrevistas concedidas pelo escritor, no mês passado à Tribuna do Norte: aqui

Também em dezembro publicamos o link de uma longa entrevista dada por Moacy ao blog Super Pauta: aqui

Abaixo foto de 2010, no Café da Livraria Siciliano, no Midway (da esq. para a dir: João da Mata, Moacy Cirne, Tácito Costa, Jarbas Martins, Marcos Silva e Chico Guedes).

Comentários

Há 22 comentários para esta postagem
  1. Daniela Gomes 13 de janeiro de 2014 3:14

    Luto, tristeza e silêncio profundos em meu coração. Este senhor foi um ser humano super inteligente, incrível, bem-humorado, engraçado e muito especial. Foi o meu professor em 3 disciplinas na faculdade de Comunicação Social e também fez parte da minha banca na monografia final de graduação na UFF (Universidade Federal Fluminense) no Rio de Janeiro. Portanto, fez parte da minha vida acadêmica. Hoje, com todo o meu profundo respeito, eu faço a minha tímida homenagem em silêncio através de minhas lembranças e pensamentos a respeito dos momentos de convivência e de tudo que o professor Cirne transmitiu e inspirou para mim no período de 1997 a 2003 e para os meus colegas de faculdade como conhecimento, sabedoria e lição de vida indeléveis, autênticas, cheio de arte, literatura, poesia, afetividade, histórias, educação, lutas e sonhos originais e revolucionários por um mundo melhor com mais justiça, liberdade e igualdade social, especialmente no Brasil! Vou sentir muitas saudades deste senhor! R.I.P. Professor Cirne, muito obrigada pela sua convivência e por toda a aprendizagem acadêmica com o senhor no período de 1997 a 2003. Muito obrigada pelo seu ensino na Educação Pública de Ensino Superior no Brasil, meu eterno amigo, mestre, mentor e professor do coração Moacy Cirne! Seus ideais e paradigmas de educação, de humanidade e sua luta por um mundo melhor com mais liberdade e igualdade social entre as pessoas nunca serão esquecidos em minha memória e em toda minha vida! Ad aeternum.

  2. Napoleão de Paiva 12 de janeiro de 2014 13:48

    Moacy, um intelectual em sentido lato. Produziu, discutiu, viveu com paixão o seu tempo, pulsou em quase todos os campos da criatividade. Foi da literatura ao cinema, da crítica literária aos quadrinhos, do futebol à Caicó – aonde chegou à cumeeira do seu excesso amoroso.
    Foi bom compartilhar momentos com Moacy. Ouvir sua voz mansa, aprender com sua cultura exorbitante. Todo sereno, em paz, com uma disposição para a conversa própria dos homens de espírito. Palpitou em todas as ondas. Foi menino até o fim. Descanse em paz, amigo.

  3. Carito 12 de janeiro de 2014 10:51

    Moacy, a vanguarda doce! Saudades!

  4. Regina Pouchain 11 de janeiro de 2014 23:23

    Estamos todos muito mais pobres. Saudades eternas dos amigos, Regina Pouchain e Wlademir Dias-Pino

  5. Ednar Andrade 11 de janeiro de 2014 19:10

    Poema de Natal*

    Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos —
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.
    Assim será nossa vida:
    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos —
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.
    Não há muito o que dizer:
    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez de amor
    Uma prece por quem se vai —
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.
    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte —
    De repente nunca mais esperaremos…
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.

    (Vinicius de Moraes)

  6. Oreny Júnior 11 de janeiro de 2014 18:45

    Ai!
    Não gostaria de sentir essa dor,
    Saudades!

  7. Milena Azevedo 11 de janeiro de 2014 18:33

    A fala calma, os chinelos no pés, a bermuda e a camisa do seu querido Fluminense… Homem simples, como somente os sábios são. Agora vivencia o repouso do guerreiro. Adeus, mestre!

  8. Marcos Silva 11 de janeiro de 2014 18:29

    Um poema sempre aberto a novas versões – como queria o Poema Processo.

  9. Ednar Andrade 11 de janeiro de 2014 18:20

    Sim querido. Assim sempre lembraremos…. Nós………….

    Eu te amo Marcos .Hoje,agora e sempre………………… Amo-te,amigo.Eu gostaria de partir num sábado sabe?para o domingo não ser triste.

  10. Pingback: entrementes.com.br » Morre em Natal o escritor Moacy Cirne
  11. Marcos Silva 11 de janeiro de 2014 18:03

    Ednar, vamos lembrar de Moacy no campus da UFRN, durante o Sarau Caipira do Grupo ô de Casa (agosto de 2013), ouvindo Eli Clemente declamar Patativa do Assaré, cara de felicidade. A radicalidade de vanguarda, em Moacy, era tão aberta para o mundo todo, não é mesmo? Moacy era o avesso da intolerância sem renunciar ao rigor crítico. Mais que raro. Existiu, continuará para sempre a existir.

  12. Ednar Andrade 11 de janeiro de 2014 17:48

    Marcos,dizer o que?? Estou tão triste.,Um dia deste era hoje..Agora é ontem???

    Pqp!!

    Ai…………. Olho para ele e penso em todos nós juntos………..

  13. Mauricio Caleiro 11 de janeiro de 2014 17:46

    Sinto muitíssimo. Fiquei muito triste. Fui seu aluno em Niterói, em um tempo em que a universidade brasileira ainda não era esse patético ranking importado, mas um generoso espaço de debate, convívio e formação humanística, o qual Cirne animava com sua inteligência e espírito. Descanse em paz, mestre.

  14. Ednar Andrade 11 de janeiro de 2014 17:23

    Uma estrela a menos… Uma saudade a mais ♥

  15. Marcos Silva 11 de janeiro de 2014 17:19

    Moacy disse que só tomaria posse na Academia Norte-Riograndense de Letras se todos os pares fossem, como ele, nus.
    No céu, compartilha a nudez, no ato de posse, com Jorge Fernandes, Zila Mamede, Mailde Pinto Galvão, Moacir de Goes, Djalma Maranhão, Dailor Varela – a turma dele.
    Beijos pra sempre.

  16. Evaldo Gomes 11 de janeiro de 2014 17:19

    Fiquei muito triste, mais triste ainda em saber que ele fez todo prefácio e comentário sobre o
    livro do Projeto Seis & Meia, que deveria ter saído agora Dezembro de 2013, Morreu sem ter visto seu grande trabalho, sobre a Música de nossa Cidade…Um grande gênio, sensível e correto, boa sorte amigo.. fique em paz.

  17. François Silvestre 11 de janeiro de 2014 16:34

    De cada um da minha geração/ de cuja morte tenho notícia/ é mais uma colherada de caliça/ na edificação da minha tristeza.
    Isso é um verso meu de poema antigo. Bela homenagem, poeta Lívio. O grave é que a tristeza só é romântica na mocidade; na velhice, ela tristemente real e dói…

  18. Danclads Andrade 11 de janeiro de 2014 16:31

    A cultura potiguar está de luto.

    Nestas horas as letras se calam.

  19. Lívio Oliveira 11 de janeiro de 2014 16:05

    Dor!!!

  20. Carmen Vasconcelos 11 de janeiro de 2014 15:47

    Doce Moacy: saudade imensa!

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