Morre o filósofo Leandro Konder

Por Luiza Franco
FOLHA DE SÃO PAULO

O filósofo Leandro Konder, 78, morreu na tarde desta quarta-feira (12), no Rio. Ele sofria de mal de Parkinson havia mais de dez anos. Faleceu em casa por volta das 16h.

Formado em direito, Konder fez doutorado em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi professor titular do Departamento de Educação da PUC-Rio.

No meio acadêmico, destacou-se como um dos grandes estudiosos do marxismo e um divulgador das ideias do pensador húngaro György Lukács (1885-1971).

Konder começou a tratar do tema ainda em 1965, quando publicou “Marxismo e Alienação”. É autor, entre mais de 20 obras, entre as quais “Introdução ao Fascismo”, “As Ideias Socialistas no Brasil”, “O que é dialética” e “O futuro da filosofia da práxis”.

Durante a ditadura chegou a defender causas trabalhistas como advogado de associações sindicais. Por sua proximidade com trabalhadores e militantes de movimentos sociais, foi preso e torturado.

Exilou-se na Europa em 1972. Morou na Alemanha e na França antes de voltar ao Brasil, seis anos depois.

Nascido em Petrópolis (RJ), Leandro Konder era filho de Valério Konder, ex-dirigente do PCB, e irmão do jornalista Rodolfo Konder, que morreu em maio passado.

Durante a ditadura, Rodolfo esteve preso junto com o jornalista Vladimir Herzog. Foi ele quem denunciou que Herzog havia sido assassinado por seus torturadores.

Konder deixa o filho Carlos Nelson, 37, a viúva, Cristina, com quem foi casado por 38 anos, e a enteada Marcela. O velório será na quinta (13) às 15h no Cemitério do Caju. O filósofo será cremado.

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