Morre mais um cineclubista de Natal: Palocha

Depois da partida do nosso Moacy Cirne, a notícia de que, na última madrugada morreu Paulo Frassinete da Rocha, o Palocha, um dos fundadores do Cineclube Natal. O velório ocorre desde as 15h no Cemitério Vila Flor, na rua Xavier da Silveira (Nova Descoberta). A missa será no mesmo local, nesta terça-feira, às 9h. Logo em seguida, às 10h, acontece o sepultamento. Mais informações com Elias, pelo contato 9157-9799.

Comentários

Há 16 comentários para esta postagem
  1. raquel alves de sousa 26 de junho de 2016 23:06

    Vim saber a pouco tempo que palocha nos deixou deus o chamou eu conheci palocha no cine clube tirol e fiquei amiga dele sempre que me encontrava com ele nos falávamos de cinema e que o cinema não era mais o mesmo palocha meu amigo alegre sorridente sempre vou me lembrar de você meu amigo descanse em paz raquel como eu moro em niteroi vi saber a pouco e já tenho saudades de meu amigo palocha

  2. José Tadeu Jerônimo 26 de setembro de 2014 21:08

    Palocha! Que admiração tenho por meu irmão. Homem simples sonhador.Te-lo como irmão foi viajar pela sétima arte, ver o cinema mudo,ver os clássicos de hollyood, ver o Fascinora de Jonh Ford, clássico qeu ele adora, com Jonh Wayne, Jame Stuart,Lee marvin,é ver o cinema novo com Guauber Rocha em Em Deus o Diobo na Terrra do Fogo,ver Macunaima com Grande Otelo,é ver Orcarito, Mazaropi,CharlesJames Dean, em Juventude Trasviada, Chaplim em corrido do ouro,Tempos Moderno….,é ter suas mão mão em volta de meus pescoso me protejendo das travessias das avenidas é te-lo chamando nosso cachorro Duque para nos defender dos corretivos de seu Mané, nosso pai, é te-lo nos protegentdo no rumo do cinema Rio grande, Cine Poty, Nordeste, São Luiz,Rex,Panoroma…, igreja de Nossa Terezinha, teatro Alberto Maranhão. Ollha o que esse homem fez por mim e meus irmãos,:Nos deu cultura, conhecimento e dignidade. Obrigado meu querido irmão, te amo, sentirei eternas saudade

  3. Maria Valeska Rocha da Silva 26 de setembro de 2014 18:20

    Nós, da família de Palocha, agradecemos a todos vocês, seus queridos amigos, pela lembrança e pelo carinho dessas homenagens.

    Valeska Rocha
    (sobrinha)

  4. elias maciel 29 de agosto de 2014 21:35

    A conversa que Lenira Fonseca manteve com Paulocha coincide mais ou menos com a que com ele tive poucos meses atrás. Encontramo-nos num final de tarde/noite, na calçada do “Cantinho Sertanejo”, próximo da sua casa na Afonso Pena, onde ele marcava presença todos os dias. Na ocasião, perguntando-lhe como estava de saúde, respondeu-me que tinha ido ao médico, que este lhe pedira uns exames, mas que nem se lembrava onde havia “botado os papeis” (requisição). Deu uma sonora gargalhada e por encerrado o assunto, que ele sempre evitava comentar. Quis com isso dizer que não se preocupava com o que lhe acontecesse, Ou que Deus o levaria quando quisesse, como afirmou a Lenira, Para mim, que com ele mantinha amizade por mais de 40 anos e acostumado a longos “papos” sobre os mais variados assuntos, não foi nenhuma surpresa. Paulocha pouco falava de si, não reclamava de nada, sempre de bem com tudo e com todos, vivia de maneira simples e feliz. Preferia conversar sobre cinema, sua maior paixão; sobre futebol, torcedor que era do “mais querido” ABC e fã incondicional de Jorginho, que considerava o maior jogador potiguar de todos os tempos; sobre literatura, leitor voraz que era, frequentador assíduo de livrarias e sebos natalenses, e possuidor de uma grande biblioteca; falar sobre política e outras generalidades. Se o “papo” fosse acompanhado de uma cervejinha, a sua bebida preferida, não importando a marca, nem que estivesse bem gelada, melhor ainda. Outro traço marcante de sua personalidade era a facilidade de fazer amigos. Paulocha era uma figura universal, relacionava-se bem com adultos, jovens e crianças, não importando a classe social, o credo religioso, ou a posição política, não havia quem não gostasse dele. Apesar da sua partida deixar em nós um enorme vazio, a sua figura humana será sempre lembrada pelos seus gestos de bondade, simplicidade e solidariedade. No próximo domingo, às 7:00h,, será celebrada missa de 7º dia, em sufrágio da sua alma, na capela do Colégio Maria Auxiliadora (Hermes da Fonseca), que ele frequenta. Até lá.

  5. Lenira Fonseca 27 de agosto de 2014 15:51

    Na semana passada, quando esteve me visitando, não estava com aquele costumeiro sorriso nos lábios…. Seus passos me pareceram mais pesados… Conversamos um pouco e Paocha me disse que tinha deixado de tomar remédios. Não queria mais saber de médicos nem exames… (davam muito trabalho, disse ele.) Disse ainda: Quando Deus quiser, me leva.
    Fiquei preocupada, comentei com minha amiga Fátima sobre aquele último encontro – ela queria falar com ele para convidá-lo para o lançamento do DVD sobre Glênio Sá (pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Polular-CDHMP) que acontecerá na próxima sexta-feira. Não houve tempo pra isso… Mas sabemos que ele estará presente, lá e pra sempre em nossa memória.

  6. Lenira Fonseca 27 de agosto de 2014 15:42

    Trabalhei com Palocha na Câmara Municipal, no gabinete do então vereador, Juliano Siqueira. Figura ímpar! Logo ficamos amigos. Uma amizade que perdurou todo esse tempo e era regada com frequentes visitas dele ao meu local de trabalho (CONTROL-RN). Fatimá Sá, testemunha dessa amizade, o conhecia de longas e velhas datas. – Desde o tempo de seu namoro com Glenio Sá.
    Muitas vezes fomos pegá-lo na sua casa para levarmos ele a algum evento, tanto em momentos de campanha política (mandato de Juliano) como outros mais. Outras vezes, íamos buscá-lo apenas para tomarmos um cafezínho na casa de Fátima Sá. Sua companhia era sempre motivo de alegria e muitas histórias. Era uma verdadeira “enciclopédia ambulante”, conhecia como poucos sobre a história politica e social da gente do nosso Estado. De cinema, era “o tal”! Sonhava com o prêmio maior da “loteria” – jogava todas – prometia presentes a todo mundo quanto a sorte grane chegasse.
    Certa vez, vendo-o ser indagado sobre “o que queria” ou ” o que ia fazer” no prédio da SEPLAN-RN, fui até a portaria e disse que ele poderia entrar sempre, pois era meu tio. – Pronto! Palocha abriu um sorriso e saiu dizendo pras “meninas” da Control que era meu tio adotivo. Muita gente acreditava naquela história, eu apenas confirmava.
    …Você vai deixar muita saudade, meu querido tio adotivo. Mas sei que você está em boa companhia e, o Céu, muito mais feliz com a sua chegada. Abraços e até qualquer dia…

  7. François Silvestre 26 de agosto de 2014 13:28

    Partiu Palocha. E a cidadezinha, ruinosamente crescendo, cada vez se emerdando mais!

  8. Horácio Paiva 26 de agosto de 2014 11:48

    Perdemos um grande amigo. Profundamente humano e singular, a cidade também perdeu uma de suas figuras mais expressivas. A cidade, aliás, cada vez mais petrificada, dele já se afastara . A Natal de antigamente, porém, palpitava em seu coração,com o Cine Clube Tirol e todos os seus amigos. O cinema era sua paixão. Outras paixões eram os amigos, a cerveja e Maria Boa. Desde a infância o conhecia. Mais velho do que eu, era companheiro de pelada de meu irmão Hermano. Jogavam na Praia do Meio. E Alderico tem razão, o nome de sua adoção era Paulocha, embpra alguns amigos o chamassem depois, também, de Palocha. Nos últimos anos, fazendo ponto no Cantinho Sertanejo, próximo à sua casa, dava-me notícia de todos e relembrava fatos antigos… Perdemos um grande amigo, e comigo ocorreu somente agora, 11 horas desta terça, ao abrir a página do “Substantivo”, saber de sua morte. Liguei para Elias, meu compadre. Era tarde, Paulocha já repousava na eternidade. Em Deus, claro. Para entrar no céu não teve certamente necessidade de pedir licença… aprendera a voar com os pássaros da paz, na pureza e nas muitas amizades que conquistou. Adeus, Paulocha. Horácio Paiva.

  9. Marcos Silva 26 de agosto de 2014 7:45

    Sinto grande tristeza. Misturada com a alegria de saber que gente como Palocha pode existir. Um beijo, amigo.

  10. Carmen Vasconcelos 26 de agosto de 2014 7:00

    Quando eu caminhava na Afonso Pena, coisa das cinco horas da manhã, sempre encontrava com ele. Acordava cedo. Fico triste por ele e pela irmã, D. Salete, que foi minha vizinha quando eu morava em Lagoa Nova e gosta muito de literatura. Palocha costumava visitá-la. Pena!

  11. alderico leandro 26 de agosto de 2014 5:38

    puxa vida! Eu vim saber agora – 5.18 horas da manhã de terça feira – Não sei como foi, onde foi, porque foi. Eu conheci Palocha há muito tempo, antes mesmo do cine clube, coisa de 1954. Desde aquele tempo que nós caminhávamos até a Ribeira, onde Palocha começava a trabalhar na tipografia Santo Antônio – e de graça. Não ganhava nada. Eu o via com outro amigo nosso, de velhas datas – Daniel que todos chamavam de Carro Ford, porque ele era mecânico na oficina da Ford. E nós íamos para o trabalho, fazendo chuva ou não. Eu me impressionava com o dizer dele que o seu apelido era PAULOCHA e não Palocha. Quer dizer – Paulo Rocha – O “r” ficava desaparecido entre os nomes. Eu o conhecia por toda uma vida sabedor de como ele sofrera o AVC inda menino, coisa de 8 anos depois de chupar uma manga – dizia ele -. Por isso ele não comia manga. Sabia do seu pai que morrera pelos idos de 1948 e seu Manoel Jeronimo – era compadres – seguiu plantando capim para ambos. Dava o apurado do dia a viúva. Eu pensava: “E quando Paulo morrer nessa solidão?”, pois ele morava solitário em uma casa humilde da rua Afonso Pena nº 595, perto da rua Mossoró. Quase esquina. Eu morei na casa vizinha, nº 593. Ele se foi, Falta agora esse velho que não o esquece, com AVC e tudo. Minhas lágrimas Paulo.

  12. DAMATA 25 de agosto de 2014 19:38

    Palocha e o Diabo na Terra do Sol

    Meu amigo Palocha faleceu
    Mas um agouro de Agosto
    Eterno tesoureiro Cineclubista de Natal
    Trabalhador humilde ganhador de um mínimo
    Morava numa casinha muitas vezes derrubada pelas chuvas
    Os amigos tinha que cotizar pata arrumar.
    Vivia de favores dos amores e fazia pequenos serviços.
    Amigo de todos vivia sempre de um passado destruído
    Acabou o cineclube Tirol
    Derrubaram os cinemas.
    Acabou Maria Boa
    Acabaram seus amores
    Palocha não tinha mais gosto com Natal
    Palocha já tinha morrido antes
    Os brincalhões seus amigos dizia que ele era um filme
    Que precisava de legenda
    Pouca gente entendia o que Palocha falava
    Pouca gente sabia de sua dor.
    Mas todos seus amigos sofrem com a destruição de Natal
    Dos seus referenciais e amigos que ficam mais órfãos e triste com essa despedida
    Tão repentina. Tão certa e indesejada.
    Abraços meu querido amigo.
    Você estará eternizado em nossas lembranças e filmes que assistimos juntos.
    O seu sonho de recuperar o Cine Rio Grande ( foto) também é o nosso

    https://www.facebook.com/QuixoteComRosas

    damata

  13. demetrio diniz 25 de agosto de 2014 18:55

    O comentário já é meia crônica, feita despretensiosamente. Da próxima vez faça-a inteira, e os seus futuros leitores, dentre eles me incluo, agradecerão. Vai lá, bandido! Quanto à Palocha, sua morte me remete ao conto “Rosa”, de Eugênia de Vasconcellos, Ela fala do desaparecimento da autenticidade, da perda do pitoresco. Palocha, na sua humildade e paixão pelo cinema, era uma pessoa à parte no tolo esforço coletivo de se pretender uniforme.

  14. chico moreira guedes 25 de agosto de 2014 18:34

    Estou tristemente surpreso com essa notícia porque reencontrei e bati papo com Palocha mais de uma vez em tempos recentes no Cantinho Sertanejo, vizinho da sua casa. Era um exemplo de gentileza e de bom astral. A conversa sempre desembocava no seu grande amor, o cinema, nas suas saudades dos tempos de cineclube. Palocha foi um verdadeiro cavalheiro, cheio de nobreza e bondade de caráter. R.I.P.

  15. Tácito Costa 25 de agosto de 2014 17:51

    Puxa, que notícia triste! Conheci-o, sempre o encontrava pelo centro, principalmente na antiga Livraria Poti, da rua Felipe Camarão. Admirava-o pela sua humildade e paixão pelo cinema. Gostava de contar como sobreviveu a vida inteira ganhando Salário Mínimo como empregado em uma gráfica na Ribeira. Descanse em paz e na companhia das grandes musas do cinema. Você merece muito amigo. Há uns bons anos Nei Leandro de Castro organizou uma cotinha junto a alguns amigos para arrecadar dinheiro para consertar o telhado da casa de Palocha que tinha caído devido às chuvas. Entregamos a quantia num almoço festivo numa das melhores churrascarias da cidade. Penso que aquela deve ter sido uma das únicas vezes em que nosso Palocha entrou em um restaurante “chique”. Seu sonho era tirar na Loto para comprar a sede do Cinema Rio Grande, hoje ocupado por uma igreja evangélica, e transformar o local num museu do cinema. Por aí, você percebe que tipo de sujeito raro era esse.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo