Morre Max Justo Guedes

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Morre uma grande erudito das coisas do mar . A cartografia. As cartas de marear, tudo isso Justo Guedes dominava como ninguem. Uma grande perda para a ciencia nautica do Brasil. damata

O mundo sem segredos

Conhecer os ventos e as correntes oceânicas é fundamental para qualquer comandante de navio, ainda mais quando se trata de um alto oficial da Marinha. Mas, no caso do almirante Max Justo Guedes, o que surpreende é a sua familiaridade não só com a tecnologia náutica moderna, mas também com mapas antigos, bússolas, astrolábios, e até com os ventos que inflavam as velas das naus portuguesas ou espanholas no Atlântico, há cinco séculos, impulsionando suas jornadas até as Américas.

Estudioso das navegações, particularmente da época do Descobrimento, o almirante dedicou boa parte de sua vida à preservação e divulgação do patrimônio histórico naval brasileiro, dirigindo o

Serviço de Documentação da Marinha e criando museus e espaços culturais.
“Me pediram para fazer as rotas dos grandes navegadores”. Com esta simplicidade explica o nascimento, mais de 40 anos atrás, de sua especialização, a pesquisa cartográfica, que gerou inúmeras publicações e o tornou conhecido no Brasil e no mundo.

Ainda nos anos 1970, depois de sobrevoar de helicóptero a costa de Porto Seguro e percorrer dezenas de vezes o trecho entre a Baia Cabrália e o Monte Pascoal, Max Justo Guedes pôde estabelecer, com grande precisão, as singraduras da esquadra de Cabral, os locais onde a frota ancorou, e o rio onde dois povos tão diferentes se viram pela primeira vez, naqueles idos de abril de 1500. Mas terá sido este, de fato, o primeiro contato entre os índios do Brasil e o mundo ocidental?

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. jessica felizardo 1 de maio de 2019 20:05

    Alias quem foi Max Edu Guedes? Este publicou 200 LIVROS E FEZ tanto pelo Brasil (assim dizem algumas postagens) por que seu nome não é citado ou referendado nas academias brasileiras de história ou na escola? Ele deixou um casarão para faculdade de São João del-Rei, Max era antenado em muita coisa que ocorria por aqui. Porque a Marinha não estampa essa figura? O que ele fez? Por que deixou essa casa para UFSJ? qUAIS ERAM SEUS planos? O que pensava ele do Brasil? O que pensava ele da DITADURA?

  2. Raul Marcelino 14 de novembro de 2011 17:28

    Uma pena a morte do Almirante Max. Uma capacidade!! Sabia muito!! Era uma enciclopédia ambulante da história naval brasileira.
    Como funcionário civil da Marinha, jornalista, trabalhei na gloriosa Revsita Marítima Brasileira, editada pelo Serviço de Documentação Geral da Marinha; e lá conheci o então Comandante max e, como felizardo, pude me deleitar com seus “causos” e palestras a respeito da navegação ao longo dos séculos. Para quem gosta deste tema, navegação, cartas náuticas e afins, era um deleite ouvi-lo.
    São Pedro, que sempre navegou em “mar de almirante” agora vai navegar mais ainda.
    Que Deus o tenha.

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