Morre protagonista do documentário “Estamira”

Filme de Marcos Prado, premiado mundialmente, seguia rotina de mulher em aterro sanitário.

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Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. edjane linhares 1 de agosto de 2011 0:03

    Não.

  2. lulaugusto 31 de julho de 2011 9:50

    sei do BOI, Edjane. ou melhor do BODE do kinema no Rio Grande sem Sorte.Não vi ainda o Doc. Na mira, curtas e etc. você tem facebook? augustolula

  3. edjane linhares 30 de julho de 2011 21:56

    Este filme é de uma grandeza sem limite.

    Lula, ontem assisti a I Mostra de Cinema Boi de Prata (Alunos da UnP/Natal), na Casa de Cultura, em Caicó. Muito legal a Mostra e em especial, o curta ‘Devorando o Boi de Prata’ (que você participa). Um belíssimo resgate do filme que dá nome à Mostra, filmado há 33 anos e o primeiro longa metragem do RN. Fiquei sabendo que podemos conseguir uma cópia deste filme no 7Arte.

  4. Anne Guimarães 30 de julho de 2011 18:03

    Querido João…
    Até hoje quando me deparo com cenas comuns a tantos brasileiros, cenas de dor e abandono, de miséria e desesperanças, eu lembro desse Doc… que mexeu comigo e me desestabilizou. Muito forte, muito verdadeiro, dorido por aspectos das mais variadas esferas. Agora, em lindos campos floridos, Estamira sorri e sente alegrias, nutre o espírito e descansa à sombra das árvores celestiais.

  5. lulaugusto 30 de julho de 2011 16:31

    Sem comentário

  6. João da Mata 29 de julho de 2011 10:52

    Adorei esse filme. A protagonista está maravilhosa. Uma filósofa.

    Estamira

    A Imaginação existe. A imaginação é. Assim terminha esse pungente e forte documentário de arrebentar corações e mentes. Estamira é Estamira. Estamira tem certezas. Uma mulher de 63 anos que trabalha há mais de 20 num depósito de lixos do RJ. Estamira casou e teve filhos. Um casal morou com ela e uma filha foi adotada. Um documentário de quase duas horas. Inquietante.
    Incomodante. O diagnóstico é que Estamira sofre de distúrbios mentais. Fácil, não!

    Estamira toma todos os remédios e sabe que está sendo dopada. Muitas vezes sente a cabeça se dissolvendo feito um sonrisal num copo de água. Ela tem razões para não acreditar em Deus. O filho diz que ela está possuída do diabo.

    O personagem vivido por Estamira é muito forte. A fotografia é maravilhosa. Só ela entende as razões do mundo. Sua cosmogonia é própria. O cometa comanda. Existem astros bons e ruins. O plano quase sempre fechado no rosto da personagem denuncia o sofrimento. Estamira foi estuprada várias vezes. Seu pai a violentou. Seus maridos não a respeitavam. Eram mulherengos e traziam mulher ate em casa. Assassinatos em família.

    Estamira rebate a existência de Deus com a dura realidade. Assaltos, roubos e muita miséria. Estamira acredita no comunismo. Ela sabe que nas escolas só fazem copiar. Que médico são charlatães. O aprendizado está na vida. Do lixo Estamira tira o alimento para a vida que não precisa ser rica. Como ela sabe cozinhar muito bem, transforma aqueles restos num banquete.

    Estamira é um documentário muito forte de um Brasil real. Estamira é lúcida. Belas imagens, planos e música de um filme inquietante. No meio do lixo Estamira encontra pessoas muito boas, como o grande personagem do João. Entre urubus, cachorros e outros bichos – vivos e mortos, Estamira . Ela prefere essa vida a viver num manicômio. Prefere viver dois anos livres a cinco trancada. Estamira pode ser acusada de louca, mas o seu discurso faz o que pensar. É o Brasil mostrando a sua cara longe dos guizos falsos de algumas certezas discutíveis.

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