Moscou está em toda parte

moscou

Caros amigos:

O filme “Moscou”, de Eduardo Coutinho, reafirma a continuidade de um trabalho excepcional que esse diretor vem desenvolvendo há décadas. Ao mesmo tempo, alarga indagações sobre real e imaginário, ficção e documentário.

No começo do filme, fica clara uma indagação: de qual Moscou se fala? A resposta só poderia ser dada por um diretor que leu Guimarães Rosa: o sertão está em toda parte, Moscou está em cada um de nós. “Moscou” é o brilhante texto de Tchecov, claro, mas também é o futuro de cada espectador, que não veio nem virá. “Moscou” é o grupo de bons atores e ainda melhores atrizes mas cada espectador é um ou uma deles. Fui assistindo ao filme e lembrando de Natal, São Paulo, Paris…

Coutinho é imenso! Um dos maiores diretores brasileiros em atuação, se não for apenas o maior.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

ao topo