Música, lógica e sentidos

Caro Laurence:

O alto nível está em Jairo, em vc, no PF e no SP – tomara que em mim também, em todos nós que dialogamos aqui…

É possível que a experiência do sensorial seja anterior à lógica, o que não as opõe nem elimina uma das duas necessariamente – no tempo da lógica, continuou a haver o sensorial. Desconfio que o sensorial pese muito na experiência artística, sem demérito para a lógica – os construtivistas encontravam soluções ótimas para esses dilemas e nosso Abraham Palatnik tem muito a mostrar sobre isso.

Gosto das diferentes músicas, penso que aprendem umas com as outras e não vejo demérito nenhum nisso – são Cultura. Em Literatura, isso também acontece e temos casos como o magnífico Patativa do Assaré.

Lembro, há alguns meses, João da Mata sugerindo e Jairo comentando (ou vice-versa?) uma apresentação do ciclo wagneriano (foto de Wagner)completo no espaço do Carnatal. Por que não? (asseguradas condições de acústica, claro!). Mário de Andrade se referiu a nosso Chico Antonio como superior a vários Carusos. Por que não?

“E no entanto é preciso cantar!”.Belo verso/frase melódica de Vinicius de Morais e Carlos Lyra. Erudito, Popular ou simplesmente Bom?
O resto é som (artístico): sensorial e lógico.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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