Música, PF e SP

Caro Marcos tudo que você escreveu cabe. Mas meu viés foi outro. Perceba. O sensorial é muito anterior ao nascimento da lógica. Há elitismo nisso? Sem dúvida. Há exclusão? Sim. Mas não do lado da música erudita. Pego um trecho do seu post: “A Música dita Popular obedece a regras de duração, audição e reprodução muito diferentes da Música dita Erudita (frequentemente não segue leitura de pauta, valoriza variações e improvisos)”. Foi esse o meu caminho. Por falar nisso, gostei muito de você ter acentuado o alto nível de debate com Jairo, porque considero o espaço criado por ele, o hoje intitulado “Papo Furado” um dos melhores locais para se discutir altas arte e mesmo a não alta arte. Jairo como todo sujeito civilizado é democrático. Sempre que posso tenho ido lá, mas sinto falta de mais freqüentadores. Assim como o Substantivo o Papo Furado pode ser sim um lugar alternativo aos bares das chamadas colunas sociais e futricagens. Concordas?

P.S. Espero que ninguém me diga que há outros bons locais além do Papo Furado (foto). O Canto do Mangue citado outro dia pelo nosso João da Mata, é um exemplo. Essa ausência de frenquentadores (toc, toc, toc) já fez Jairo me confidenciar seu desejo de voltar a Recife. Insisto: assim como o SP espero que o PF se consolide.

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