“Não tenho compromisso nenhum com a novidade e no entanto ela me ultrapassa”

Por Jota Mombaça

(web) poesia. (web) poeta ligado na linguagem dos (web) viventes, incorporando a velocidade da rede, construindo e destruindo seus volúveis alicerces, supervelocidade, esquecimento, largamos versos pelo espaço, quase como quando falamos e o som se dissipa para o ar; para a arquitetura; para as cabeças; para as cadeiras; para as portas…, vamos entranhando a nova sintaxe – a do descompromisso – para acompanhar, mas sem nunca dar as mãos, o neologismo semântico – estes termos dizem o que digo quase independentemente do que quer que digam -, altero a ordem, heterodoxo, (sub)verto minhas lágrimas em html, tudo passa por mim e em mim as coisas não são mais as mesmas e eu quando as escrevo já vomito uma terceira coisa, astuciosamente pessoal, mas que te abarca, que te abrange, que te arrebata, porque somos comuns em qualquer medida, freqüentamos o mesmo continente e somos nós mesmos a imatéria dele, deste continente onde talvez ninguém veja nada mas onde qualquer um poderia ver qualquer coisa, aqui a gente (quase) se governa, porque podemos apontar para as direções que quisermos – quando escancaramos as entrelinhas, quando dizemos o que se diz. eu sou o novo e portanto não tenho compromisso nenhum com a novidade e no entanto ela me ultrapassa, como a vida em tom zé e rita lee, por qualquer rota que eu faça. todos somos poetas neste mundo, até mesmo eu que teço um fio de várias pontas, todas as pontas, um texto rizoma: será? não sei, não tive ainda tempo hábil para ler deleuze…

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