NAQUELA NOITE NO BAR

Carlos Gurgel

facínoras
são todos os bilhetes feitos quando a madrugada
se despede da lua apaixonada por crimes e traições

facínoras
são como botecos trêbados
ao sopé da montanha
onde índios caçam a fúria
de uma terra despida de paixão e desafios

facínoras
são todos os homens que já não sabem o que é dormir
onde passam a vida olhando p’ro céu
bisbilhotando os filhos e a horda dos seus pensamentos vadios

facínoras
são todas as horas
como se fossem cogumelos podres
que já não conseguem sair para a rua
e ecoar que corações
são canções carentes de vida.

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