Natal, a triste ausência de verde

Sou, ainda, um apaixonado por esta cidade chamada Natal, apesar do calor excessivo e de outros vários problemas.

Por essa razão mesma, sinto-me profundamente preocupado com um aspecto específico que não consigo entender na minha cidade: a grande falta de um projeto de arborização e a triste e avançada redução das áreas verdes. Parece que tudo vira asfalto e concreto por aqui!

Várias capitais brasileiras (sem falar no resto do mundo) estão à nossa frente nesse quesito da arborização e do verde; inclusive, se não me engano e se Alex de Souza não me corrigir, João Pessoa, na nossa vizinha Paraíba.

Triste saber que a falta de preocupação, além de projetos e cuidados nesse sentido, provocará a todos sérios males, a curto, médio e longo prazo.

Percebo um esforço descomunal de pessoas como a Promotora Gilka da Mata, minha querida colega de bancos acadêmicos, para mudar a atual situação ambiental (Gilka, por sinal, merece uma estátua em cada esquina desta cidade).

Confesso, no entanto, que vendo as práticas de muitos de nossos concidadãos (basta ver os que espalham o cocô de seus poodles e pitbulls por aí) e autoridades (dizer o quê?), a esperança decai.

E a esperança é verde… (evidentemente que não é o verde de determinados partidos e caras-de-pau).

p.s. Enquanto não temos árvores aqui em Natal, o “maior cajueiro do mundo”, localizado em Pirangi/Parnamirim, é tratado como as suas raízes e demais características: de forma absolutamente anômala e irracional.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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