Natal não existe!

O escritor chileno Luis Sepúlveda disse que o Chile é um ficção, com quatro estações, Neruda, Gabriela Mistral e os Parras.

Imagina Natal, o que dizer? Um horror. Só temos Sol e Chuva. Ficção é pouco para nós. Não temos outono para fazer poesia. Inventamos. Copiamos. Aqui estamos vivendo em estado de torpor com esses governantes e oligarquias.

Penso que Natal não existe. Ficção não é. É um conto de horror. Ou um faz de conta. O que pensamos que é não é uma cidade feita de uma faz de conta. As escolas públicas não funcionam, as praias são poluídas e não existem bibliotecas. Saneamento nem pensar. Olha o tigre! ( olha a merda sendo transportada )
Os governantes são de fazer poses para fotógrafos
Tudo fachada, se abrir não encontra nada. O crescimento é só de concreto e caixas de abrigar solidões. A mais feia arquitetura das cidades nordestinas, e uma das mais feias do mundo.
Uma cidade invisível, como nunca imaginou Calvino.
O povo diz que enterraram uma caveira de burro em Natal. A melhor saída de Natal, é como disse alguém do Brasil: o aeroporto.
Professores desestimulados e trocando de profissão e de colégio. A merenda da pior qualidade. Horários antecipados.
A segurança, então, nem se fala. Ninguém está seguro. Andamos e dormimos em sobressaltos.

Comments

There are 3 comments for this article
  1. nina rizzi 15 de Maio de 2011 21:34

    nossa.

    mesmo assim quero morar aí.

  2. Jarbas Martins 15 de Maio de 2011 22:15

    como dizia meu avô angicano:”Natal? Não há tal”.

  3. marcus 16 de Maio de 2011 17:17

    Um fenômeno interessante ocorre aqui. Natal talvez seja a capital mais mal falada pelos seus próprios moradores. Nunca vi nada parecido em canto algum (ao menos com essa intensidade). Isso é bom ou isso é ruim?

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