Nina Hagen 60

Ali onde havia muro intacto
onde a extravagância berlinense
lavava e guardava brilhosas
as navalhas que raspavam cabeças
a beleza estalava dentro em restos
na voz que explodia em conceitos
os que liberdade gritavam: urros
alucinavam noites em cores e pulsos
que ardiam até de manhã na luz
em claridade aguda e frio no olho
era assim mesmo tua crença voraz
conquistar um tempo e um mundo
e amar tudo feito uma tsunami loira engolia
no palco na ópera rock alucinada em fios
elétricas fibras e o sangue dentro pulsando
as carnes e homens e as mulheres-tatuagens
deslizando sobre corpos a(r)mando fogos
esferas guardadas na mão e o arremesso
o som e a garganta e os olhos abertos: a noite.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

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