Nina Rizzi a pedidos

Por Jarbas Martins

Meu caro Tácito: por mais simpática e carinhosa que a matéria “Nina Rizzi a pedidos”, postada ontem no SP, tenha se mostrado, algo mais a meu ver é necessário que se diga. Não, não foi somente a velha vanguarda literária que ficou em polvorosa diante da poeta paulista. Um artista visual (quase o chamo de poeta) como Alexandre Oliveira é também um grande admirador da poeta Nina Rizzi. E lá estava no Sebo Vermelho, juntamente com Abimael Silva, você e o fotógrafo João Maria, a homenageá-la.

Da velha vanguarda (e essa expressão, creio, foi usada num sentido puramente afetivo) somente estavam presentes Moacy Cirne e Nei Leandro. Nunca me considerei um militante da vanguarda, e sim um simpatizante de relevância menor. De minha parte quero dizer que considero o trabalho de Nina Rizzi, além de genuíno, verdadeiro, algo novo, mesmo considerando-se o valor relativo dessa palavra no mercado das idéias.

A poesia de Nina revela novidade, porque surge em um contexto digital bem diferente das décadas anteriores ao surgimento da internet. Se alguém se der ao trabalho de pesquisar a poesia de Nina em seu blog ou em sites de poesia visual – vai encontrar e se extasiar com uma estética que, prescindindo do sentido histórico da arte (coisa das vanguardas históricas), valoriza, antes de tudo, a magia. Ou o sublime tecnológico como diria qualquer crítico afeito ao linguajar universitário.

Valeu, de qualquer maneira, amigo Tácito, o registro da nossa bela musa no SP.

Um abraço.

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Na foto de João Maria Alves, no Sebo Vermelho, Jarbas (esq.) e Nei ladeiam a poeta.
O termo “velha guarda literária” é carinhoso sim. Até porque sou amigo dessa turma toda e não iria escrever algo que fosse ofensivo.

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