No cais onde Luzia acendia o seu candeeiro

No cais onde Luzia acendia o seu candeeiro
No cais de Andaluzia
Engana-se quem acha que pés parados, bem firmados, não podem estar ao mesmo tempo percorrendo o mundo inteiro
No cais de Andaluzia
Enquanto a corda pesada arrasta no chão mareado de maresia
No cais de Andaluzia
Luzia acende uma luz que sem ela jamais se acenderia
E triste, Luzia olha a escuridão do mediterrâneo em calmaria
No cais de Andaluzia
Estando ainda o barco em alto mar
A sonhar com um ancoradouro onde descansaria
Cansado de navegar
Olha o horizonte
Buscando ao longe
Um lugar para repousar
No cais de Andaluzia

Poeta, produtora audiovisual, música e atriz. [ Ver todos os artigos ]

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