No groove, com Fagner e Chico Miséria

Poderia terminar o ano com minha confirmação de melhor show assistido. Seria o de Naná Vasconcelos e Lui Coimbra, no Festival Literário de Natal. Mas o que vi sábado superou expectativas. E duas vezes. Sérgio Groove mostrou uma maneira perfeita de incutir o gosto pela música instrumental à grande massa. Linguagem cheia de gíria própria para falar com a plateia. Linguagem rítimica empolgante com seu contrabaixo. Linguagem pop no repertório, de Lulu Santos aos sucessos atuais e uma versão mágica para Billie Jean, de Michael Jackson. Aqui e acolá, canções com vocal. Outras, só instrumental, com o som grave do baixo em evidência – uma mescla perfeita. “Fuderoso” seria a palavra exata. E na sequência, o Mundico Fagner, que não atendeu ninguém antes do show, mandou ver uma sequência de uns 15 a 20 hits. Showzaço. Noite bacanérrima para fechar a programação do Natal em Natal. Ao fim do show, ainda consegui uma frase rápida de Fagner. Perguntei das lembranças de Chico Miséria, e ele disse: “Lembro dele todo dia, e acho que ele baixou hoje no palco”. Então, tá explicado.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 5 =

ao topo