“No silêncio incriminador da madrugada o vinho aquece as almas desoladas”, de Renata Marinho

no silêncio incriminador da madrugada o vinho aquece as almas desoladas

dá segurança aos fracos e infla os egos vazios.

bebo meu vinho e vejo séries

na esperança de não ficar sozinha.

enquanto o sono não me alcança

tento esquecer minhas culpas

mas a solidão brinca com minhas ideias – torna-as sarcásticas e acusatórias.

escuto a lua se mover

contando as horas que tenho para dormir.

ansiando o nascer do dia para ir para o mar:

me deixar lavar, me deixar levar, me deixar esvaziar.

Acadêmica de artes visuais, com licenciatura em Artes ufrn e mestrado em Arte e pesquisa em história da fotografia. [ Ver todos os artigos ]

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