Nobel de Literatura 2015 conta com 198 candidatos ao prêmio ­

EFE – O ESTADO DE S. PAULO

COPENHAGUE ­ Nada menos que 198 escritores sonham ganhar o Nobel de Literatura neste ano, segundo anunciou a Academia Sueca, instituição responsável pelo prêmio.

Dos candidatos a sucessor do francês Patrick Modiano, ganhador do ano passado, 36 foram incluídos pela primeira vez na lista de aspirantes, que no final de maio será reduzida a cinco nomes.

Todos os anos, em setembro, a Academia Sueca envia centenas de cartas a pessoas e instituições qualificadas para indicarem candidatos ao prêmio.

Entre os que podem indicar candidatos estão os membros da Academia Sueca e de outras organizações similares, professores de literatura e linguística de universidades, antigos vencedores e presidentes de sociedades de autores em seus países.

Em comunicado divulgado em seu blog, o secretário da Academia, Peter Englund, disse que fica “irritado” quando alguns responsáveis pelas indicações divulgam os nomes publicamente, o que vai “contra as regras”.

“Na verdade, temos a possibilidade de anular a indicação em questão, e não é impossível que ocorra com alguma no futuro”, afirmou Englund.

Moniz Bandeira é o brasileiro indicado

A convite da Real Academia Sueca, a União Brasileira de Escritores (UBE) indicou o nome do historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira para o Prêmio Nobel de Literatura de 2015.

Atualmente radicado na cidade alemã de Heidelberg, onde é cônsul honorário do Brasil, Moniz Bandeira é autor de mais de 20 obras, notadamente ensaios políticos, e de livros de poesias, como Verticais (1956), Retrato e Tempo (1960) e Poética (2009).

Em um comunicado, o presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, justificou a indicação. “Moniz Bandeira é um intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos. Com fundamentação absolutamente consistente, suas narrativas são exercícios da literatura aplicada ao conhecimento dos meandros da política exterior, não só do Brasil mas de outros países cujas decisões afetam, para o mal ou para o bem, a vida, a nacionalidade e a própria identidade brasileira”, disse Botelho.

A nota ainda informa que vários de seus livros são adotados pelo Itamaraty no curso de formação de diplomatas. Entre eles Formação do Império Americano – Da Guerra contra a Espanha à Guerra no Iraque. Mais de oito anos atrás, o brasileiro denuncia nesse trabalho a espionagem praticada pelas agências de segurança norte­americanas em diversos países. O livro foi traduzido e publicado na China e na Argentina.

Seu livro mais recente, publicado em 2013, é A Segunda Guerra Fria, que trata da geopolítica e da dimensão estratégica dos Estados Unidos nas rebeliões da Eurásia e nos movimentos da África do Norte e Oriente Médio. Escrita entre março e novembro de 2012, a narrativa de Moniz Bandeira “praticamente acompanha em tempo real os acontecimentos recentes mais significativos”, de acordo com o comunicado divulgado pela UBE.

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