Noite Sofrêga

Por Nando José

Corre o tempo, ao sabor do arcaico e velho, no sôpro da noite, suspiro e conspiro pela lua, nos ventos noturnos, nos acordes dos amores, arredios e doentes, fujo do galope da estrangeira, que flutua no raiar do véu, que desliza no pêlo escuro, que desvenda seu intimo, onde no remanso do teu ventre, acaricio, as formas delicadas que me levam ao teu sexo, onde mergulho entre sofrêgos acordes de um corpo e uma alma, no amanhecer do dia, relaxo em prantos de gôzo, que mergulhei em ti, dentro do uivo da noite, que defloraste o meu ser e o meu coração.

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