Nomes aos bois (China & Cia.)

Caros amigos:

O comentário de Tácito sobre o texto de Pomar é necessário. Ao mesmo tempo, registro tristeza ao constatar que os belos e generosos anúncios de igualitarismo pelas experiências ditas socialistas foram reduzidos àquilo. Sinto falta de deixarmos claros alguns pontos: 1) A experiência revolucionária chinesa teve participação popular mas o poder efetivo que dela derivou não foi nem é poder popular. 2) A China afluente (em termos capitalistas, ora pois pois!) de nossos dias se dá muito bem com sociedades que tendemos a considerar democráticas etc. Há quem diga que a economia CAPITALISTA, hoje, é sustentada por capitais chineses que compram ações e outros papéis estadunidenses (títulos do Tesouro americano, p. ex.).

Não tenho uma avaliação rósea do mundo capitalista (nem do soi-disant socialista). Vejo desigualdades, novas formas de escravidão, descarte de vidas humanas…

A dura e necessária crítica ao que ocorre em China, Cuba e Coréia não deve nos fazer silenciar sobre o que ocorre em EEUU, França e Inglaterra (e Brasil, é claro), dentre outros países. Democracia é um belo objetivo. Vigora em algum lugar?

By the way, fico impressionado com o horror diante dos pés de laranja atropelados pelo trator do MST: as notícias são bem mais comedidas quando matam freiras e outras criaturas pacíficas, não é? Melhor que uma CPI sobre os financiadores do MST seria uma CPI sobre a questão rural no Brasil, não acham?

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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