Notas e comentários sobre o carnaval 2016 em Natal

Melhores
Não assisti a todos as apresentações. Nem tinha como. Por exemplo, ontem, tive de decidir entre Margareth Menezes e Krystal ou Neguinho da Beija Flor e Valéria Oliveira. Lamentei não ter ido ver a Spok Frevo, na abertura. Soube que fez um grande show. Assisti Moraes, Elba, Monobloco, Alceu, Baby, Neguinho da Beija Flor, Romero Ferro, Leão Neto e Valéria Oliveira. Os destaques, na minha opinião – bem pessoal, respeitando as demais, óbvio, em ordem alfabética: Baby, Leão Neto, Neguinho e Valéria Oliveira. Os demais, se não comprometeram, também não me empolgaram.

Turistas
Chamou a atenção a quantidade de turistas na cidade, sobretudo no pólo de Ponta Negra. Na segunda de carnaval entrei numa farmácia na Roberto Freire, próximo ao local dos shows, para comprar catuaba, repelente e Engov. Havia uns dez clientes, todos estrangeiros, de brasileiro mesmo só eu e os funcionários.

Multidão
Eu fiquei surpreendido com a quantidade de pessoas em Ponta Negra, principalmente no show do Monobloco. Arrisco alguns palpites sobre o evento como um todo. Boa programação, muitos turistas, cancelamento de carnavais em cidades como Mossoró, Macau e Guamaré, o aumento dos blocos de rua e também pode ser que tenha ficado mais econômico brincar na cidade do que viajar em busca de outros carnavais.

Blocos
Devem ser incentivados. Juntou muita gente. Natal já teve tradição em blocos de rua. Este ano ficou claro que é viável se retomar essa proposta. Cabe a Prefeitura liderar esse movimento. Avaliar qual o melhor caminho, se via edital ou apoio financeiro direto mesmo. Comparado com os custos dos shows nos pólos investir nos blocos representa uma ninharia. A saída do “Carecas e Lobisomens” foi complicada, precisa melhorar a locomoção durante o trajeto, retirar os carros das vias por onde o bloco vai passar etc.

Violência
Não presenciei nenhuma cena de briga ou confusão. Disseram-me que no show do Monobloco aconteceram brigas. Não vi. Agora, eu não fico no meio ou próximo ao palco, geralmente opto pelas bordas da multidão. Também chamou-me atenção o aparato policial no pólo de Ponta Negra.

Som
Não estava 100% a qualidade do som em Ponta Negra, senti isso mais forte nas apresentações do Monobloco e de Elba Ramalho. Nas Rocas funcionou direito.

alceuFrevo e axé
Foram os dois gêneros musicais mais tocados. Alguns cantores optaram pelos dois. E geralmente músicas conhecidas do público. Percebi que isso leva a uma participação e vibração maiores das pessoas.

Mico
Claro, de Baby e da produção local e da cantora. Escrevi sobre isso. Uma sucessão de erros, alguns infantis, como a tentativa de coroação dela ao final da apresentação como “madrinha das kengas”, aquela altura uma atitude temerária. O show também atrasou mais de uma hora, muita gente foi embora. A cantora publicou uma nota no Facebook, tentando negar o que está gravado em vídeo e circulando (aqui).  Acho que na Bíblia de Baby mentir não e pecado!

Locomoção etc e tal
Usei carro para ir aos shows. Não sei como funcionou o sistema de transportes coletivos. Além disso, não posso comentar outros possíveis aspectos positivos ou negativos, vocês podem acrescentar, acho que isso enriquece o debate e serve para os gestores, se tiverem bom senso, melhorarem o evento no próximo ano.

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