Notinhas poucas sobre uma senhora Revolução

Impressionante a cara de pau desse ditadorzão Moubarak. O bicho escroto diz que não sai do esgoto e do poder porque o Egito pode ser levado ao caos. Puxa vida! E o que acontece hoje nas ruas do Cairo é o quê, canalha?

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E o absurdo que é a agressão aos jornalistas estrangeiros no Egito, hein? Parece um certo lugar que conheço… Mas, parece que a reação internacional começa a crescer contra isso.

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De qualquer sorte, o atual movimento egípicio me parece ser uma verdadeira revolução clássica, em busca de liberdade e democracia. Uma “queda do muro”, mutatis, mutandi. Tomara que não haja envolvimento ostensivo de religiosos e forças ideológicas ilegítimas. Mas, como evitá-los? Mais uma pergunta para ser respondida (tão-somente) por Marcossilva.

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Importante, também, verificar a força crescente da internet nesse e em outros episódios históricos recentes. E a danada (se não me engano) não tem nem duas décadas de existência.

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Como sempre, fica uma pulga atrás da orelha quando vemos a participação dos EUA (veja aí, Tácito, para aumentar as estatísticas das Tags). Ora, o Tio Sam contribui com milhares de camelos lotados de dólares para que as forças armadas do país sejam mantidas e melhoradas, oprimindo meio-mundo. Depois, cobram transição pacífica? Transição ou transação? O que é que interessa aos EUA? E tem mais: não confio mais no oba, oba do Obama. O cara é, para mim, uma decepção.

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Outra coisa que me tem chamado atenção é o que diz respeito aos riscos que está sofrendo o patrimônio artístico e cultural do Egito (na verdade, um patrimônio universal). Li em jornais europeus que os caras já saquearam obras de arte e objetos preciosos de museus (como o do Cairo, um dos mais importantes do mundo) e até – vejam só – decapitaram múmias.

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Bom, se persistir a atual situação, é bom que os egípicios saibam que múmia devem decapitar…

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 5 de fevereiro de 2011 8:39

    Martins, muito bem postas suas palavras. Só nos cabe, mesmo, esperar.
    Abraço.

  2. Martins Júnior 4 de fevereiro de 2011 14:04

    Não tenho muitas esperanças que isso tudo seja um movimento em busca de democracia, liberdade e tal… Observando a história política recente dessa região, conhecida como Crescente Fértil, fica difícil esperar que a religião não se meta no processo. É só lembrar o que aconteceu no Irã, né? Vamos aguardar os próximos capítulos.

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