Nova edição da Brouhaha

Desde ontem tenho em mãos a edição nº 11 da Brouhaha – revista editada pela Capitania das Artes. Só hoje tive tempo dar uma boa folheada. Há mudanças significativas, como a saída do diretor de arte Afonso Martins. O substituto, Breno Xavier, manteve a linha ousada da revista. A outra mudança foi na assistência de direção, com a jornalista Patrícia Britto no lugar de Yuri Borges.

A foto de capa é sobre do Liceu das Artes. Comentei em texto passado da boa idéia do editor da revista, Moisés de Lima, em ampliar o assunto, já que os jornais publicaram mais o factual. E a repórter Luana Batista (do qual desconheço) fez uma matéria completa, embora um pouco quadrada, achei. Mas as informações estão todas ali e escritas de forma imparcial sobre um assunto polêmico.

A entrevista em pingue-pongue foi com o cineasta Buca Dantas. Também muito bem conduzida por Patrícia Britto. Ao contrário de outras que já li da revista, extensas por demais. Já a matéria seguinte, quase institucional, sobre o 11º Salão de Artes Visuais, poderia provocar mais a polêmica das obras contemporâneas expostas em Natal. O assunto é pertinente quando se aproxima do 8 de maio – Dia do Artista Plástico.

Senti mesmo a marca da revista na matéria sobre E-Zine Disruptores, capitaneado pelos jornalistas Alexandre Honório e Alex de Souza. Matéria bacana, leve e meio escrota. O repórter Dimétrius Ferreira soube captar o “espírito da coisa” e falou o que tinha de falar. A foto montada é que os nobres jornalistas devem se lastimar! (rs). Quem quiser visitar o site – e vale a pena – o endereço é www.disruptores.com.br

Sempre gostei das matérias abusadas e até meio arrogantes de Jóis Alberto. Desta não foi diferente. O título da nova é “Por onde anda a literatura potiguar?”. São sempre assuntos em que o jornalista demonstrar dominar. E fala com propriedade e grau de parcialidade. Confesso que prefiro assim. Só achei depreciativo o título. Nem mesmo a matéria reclama tanto da ausência da literatura potiguar, embora apenas o trabalho do selo Jovens Escribas tenha sido citado. Há muita coisa por aí.


Outra matéria que achei muito bacana foi o resgate da história do Zepelim em Natal, escrita por Rodrigo Hammer. A revista traz ainda de proveitoso, entrevista com o cineclubista Hermano Figueiredo, um conto fantástico de Patrício Jr, poesia de Daniel Minchoni, matéria de Paulo Augusto sobre o teatro de rua e um ensaio sobre a poesia de Currais Novos.

O lançamento oficial da revista é hoje às 18h, no Mercado de Petrópolis. Bacana a idéia do lugar. O Mercado precisa de movimentação, propaganda e cultura. Vão haver apresentações teatrais e musicais. E a outra boa notícia é o lançamento da nova revista Preá para amanhã, por volta das 12h, na Casa da Indústria. Como falei anteriormente, as duas revistas culturais mais prestigiadas do estado saem quase que concomitantes. Vida longa para elas!

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