O barco e o cais

Os músculos do vento
açoitam as paredes do barco
apontam caminho nas águas
e erguem as ondas em torno.

Os olhos do Atlântico
miram graves os mundos que almejam
ordenam serenos as rotas e dias
e arremessam ao sol seu espelho.

A boca dos mares em encantos
suspira belezas consumidas
deita língua sobre os sais e as pedras
engole ávida os mapas as velas e os homens.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 4 comments for this article
  1. Anchieta Rolim 12 de Setembro de 2013 9:49

    O poeta está de vento em popa! Massa!!!

  2. Lívio Oliveira 12 de Setembro de 2013 15:25

    Anchieta, com um espaço poético novinho em folha e massa como esse, todos estamos. Abraço forte e boa sorte com o lançamento próximo. Venha lançar o livro em Natal também. Estaremos presentes.

  3. Olavo Saldanha 12 de Setembro de 2013 20:55

    O mar sempre me encanta, mas quando são narrados os seus mistérios desta forma me encantam mais ainda.

  4. Lívio Oliveira 13 de Setembro de 2013 4:30

    Obrigado, caro Olavo. Estamos juntos nessa travessia poética cheia de perigos, mas sempre buscando as belezas ocultas ou aparentes que em tudo há.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP