O Borges de Bioy Casares

Por Paulo da Luz Moreira

Borges é um calhamaço póstumo, de mais de 1600 páginas, de Adolfo Bioy Casares (1914-1999) com todas as entradas dos seus diários em que se menciona o amigo Jorge Luis Borges (1899-1986). Em geral são descrições de inúmeras conversas que marcaram a amizade dos dois escritores argentinos. As menções a Borges começam quando o autor era um jovem de 17 anos e Borges, já com 32, era já um escritor respeitado na Argentina, e terminam cinqüenta e oito anos depois, três após a morte de Borges na Suíça. Ainda que acompanhado por uma cronologia e um índice/glossário de nomes próprios, falta a essa edição um índice onomástico que permitiria uma leitura tópica, acompanhando a evolução na abordagem a certos assuntos mais ou menos recorrentes nas conversas entre os dois como, por exemplo, os comentários sobre figuras da literatura inglesa como Kipling (que Borges amava) e Joyce (que ele desprezava) e contemporâneos argentinos como Leopoldo Lugones, Güiraldes e Ernesto Sábato.

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