O Carnaval do Beco

Ao longe na manhã de ressaca ouço a baterfly. Um sentimento de Ades(euses). Os deuses são mesmo cruéis. Muitos já foram. Os poetas resistem e ouvem os sinais, constantemente. O novo século não perdoa os jovens. Seus ídolos ainda são os mesmos. Mesmissimamente – como naquele poema.

No Beco da Lama o carnaval fora de época. A banda é boa e o público melhor ainda. Todos os amigos, poetas, bruxas, lobisomens saíram para festejar. Natal em peso. De Veras é Jácios. De amigos de ontem e sempre.

Encontro o grande Chico e sinto-me abrigado. Antes, o esquente com Abima. Um grande amigo está de fraudas cagando e andando. Eu acho é pouco. Muitos chifres luminosos. Estou com a fantasia de todos os dias. Do trabalho para o beco e a folia. Tá bonita a festa. Só encontrar aquela plêiade de amigos já é carnaval. Muitos poetas, bailarinos, artistas… Natal é uma festa. E meu carnaval é hoje.

Uma amiga me conhece do substantivo. Conhece a todos nós. Estou feliz com o que restou dos escombros. Mas, não estou em forma para frevar. Tomo mais uma. O Mathias aparece planando, e comenta: – Já sei que vai sair uma croniqueta. Essa é para ele. Eterno brincante e torcedor da nossa cultura. Essa é também para todos os bravos amigos de uma Natal que resiste. De uma Natal que tem a minha e a sua cara. E que não temos vergonha de mostrar e muita vontade de brincar e ser feliz. Temos energia e garra e pique. A banda vai sair … para o Bardallus e depois desce para a velha ribeira de guerra. Tomo mais uma e abraço outros amigos. Meu amigo xará está de prontidão para pegar mais um flash.

Espere aí que eu vou … andando e (ops) seguindo o frevo. Esqueci o fraudão. Espero que toque mais Dozinho.
E hoje tem Valéria no catita. Não deixem de comparecer.

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