O caso Bethania

A mídia tem sede de sangue azul de metileno ou do couro de gente famosa. Ela precisa de alguém para se promover. Usam o nome de Bethânia nesse caso do blog como usaram o nome de Chico anteriormente, com relação a um premio. Grandes artistas que não mereciam estar nesse ringue onde o que está em jogo é o modelo de captação de recursos para fazer cultura.

Não é o caso Bethânia que deve ser discutido e, sim, o modelo que o Brasil escolheu de renuncia fiscal e leis de cultura. A cultura está sendo feita por profissionais em fazer projetos e captar recursos. Uns possuem mais capacidades que outros. Uns possuem melhores equipes que outros.

AQUI na terrinha, por exemplo, quando você apresenta um pequeno projeto não interessa ao governo. Interessa aqueles grandes projetos onde cada um ficará com uma fatia maior do bolo.

Repito, o que deve ser discutido é o modelo de captação de recursos para fazer cultura. Esses projetos podem ocultar grandes falcatruas.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Fransa 10 de abril de 2011 19:44

    Concordo que a lei (Rouanet) é totalmente falha!
    Mas acredito que o Minc poderia (deveria) ter barado este projeto e privilegiado outros de maior interesse para a população.
    Acredito que tais projetos existam, e caso contrário, o próprio ministério em questão deveria criar ou melhorar mecanismos para promove-los.
    Para mim, o Ministério da Cultura é o maior culpado neste e em outros “casos”, apesar que, por segurança, seria melhor termos uma nova legislação.

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