O caso Maisla

Em maio último a estudante Maisla Mariano de Moura, 11, foi morta e esquartejada no Jardim Lola, bairro popular situado na Grande Natal. O assassinato, como era de se esperar, chocou o estado. A polícia, depois de investigações tardias e atrapalhadas, prendeu o vendedor ambulante Osvaldo Pereira de Aguiar, 55, que negou as acusações. Pelo que li na imprensa é pobre e não tem família no estado. Está preso até hoje. A comoção popular e jornalística levou a passeatas e o suspeito foi agredido pela mãe da menina quando era conduzido preso. Tudo muito previsível. Nesse tempo não apareceram provas de que ele matou a criança. Osvaldo tem antecedentes criminais e morais nada desprezíveis. A vítima ideal, até  óbvia demais, que facilmente atrai o ódio coletivo. Eu acompanhei o caso pelo noticiário, sempre desconfiado de que as investigações e o inquérito, pessimamente conduzidos, poderiam levar à injustiça. E parece que isso se confirma. Hoje a Tribuna do Norte revela que os fios de cabelo encontrados na casa de Osvaldo não são da menina. A polícia contava com essa prova para incriminar Osvaldo. Fico pensando… e se o cara for mesmo inocente, o que vai pagar todas as atribulações, agressões e sofrimento dele?

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