O Cinema Novo e o cinema potiguar

Antes de mais declarações polêmicas acerca do cinema, uma pequena apresentação do cineasta Rui Lopes: dirigiu os curtas-metragens: Recanto de Guerra, Chuva do Caju e João de Barro, patrocinados por leis de incentivos à cultura do Rio Grande do Norte. A primeira produção permanece inacabada por corte de patrocínio. Outros dois – já com 80% filmados – também esperam mais verba para conclusão. Rui Lopes foi premiado com o 2º lugar no concurso Hugo Moss de roteiros/RJ em 2004 pelo curta-metragem A Volta por Cima; Ministério da Cultura em 2006 pelo longa-metragem A Ponte Sem Fim; e Ministério da Cultura em 2008 com o curta-metragem Cabra de Peia. Este último, com previsão de lançamento em fevereiro de 2010. Se confirmada a previsão, será o primeiro curta-metragem filmado em 35 milímetros a ser lançado no Rio Grande do Norte.

Rui Lopes ganhou a mídia local no ano passado após declarações polêmicas e críticas à produção cinematográfica potiguar e brasileira durante o período do Cinema Novo, publicadas no Diário de Natal. As opiniões permanecem ácidas: “Não podemos desperdiçar R$ 80 mil para produzir longas-metragens porque o Rio Grande do Norte ainda carece de equipes competentes à produção de bons roteiros. Sequer temos fotógrafos de cinema. Melhor empregar em curtas e se qualificar gradativamente para produções maiores”. A respeito do Cinema Novo, Rui afirma que o diretor Glauber Rocha nunca leu um livro de cinema, mas dizia coisas que ninguém conseguia dizer. E cita a recente frase do cineasta francês Claude Delouch, de 80 anos, para traçar um comparativo: “A maior importância da Nouvelle Vague foi nos ensinar tudo o que não deve ser feito no cinema”.

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