O Diário de Nohara (1)

Texto de Fernando Monteiro, em PDF, publicado simultaneamente no jornal Rascunho, de Curitiba, e no nosso SP.

aqui

[Quadro de Francisco Brennand, da série – inédita – “As Viúvas”]

Comentários

Há 7 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 2 de setembro de 2011 9:55

    Saudades, Querida Ednar

    Setembro chegou trazendo a flor da noite

  2. Ednar Andrade 1 de setembro de 2011 19:13

    Da Mata, querido, esta tua viúva, de negro, nada tem; ela é muito colorida e bela.

    Beijos, saudades.

    Setembro chegou. Tenho 10 dedos.Na contagem do oitavo dedo, nos abraçaremos.

    Todos na Aliança Francesa, naquele abraço, regado a vinho. Mais uma vez.

  3. Fernando Monteiro 3 de agosto de 2011 1:33

    Obrigado, João.

  4. nina rizzi 2 de agosto de 2011 21:37

    Grata, Fernando, DaMata.
    Um beijo.

  5. João da Mata 2 de agosto de 2011 9:20

    Gosto deveras das Viúvas do Brennnand. Quando eu era pequeno dizia o pregão : Ovo e Uva Boa. Hoje eu digo, que Brennando conseguiu captar os momentos mais íntimos da mulher. Só consegue isso os poetas. Parabens Brennand e Chico Monteiro

    A Viúva

    Do fundo de uma tela
    verde oceânica
    Ela surge, Negra como
    Uma noite sem estrelas
    Tudo é Negro
    A vida é Negra
    A viúva mais negra ainda
    Elegante
    É bela a viúva
    A mais bela que já vi
    Negra
    O morto não sabe
    Do véu que a cobre
    Até os pés
    Tudo é negro
    Várias camadas de um tecido
    Fino e diáfano vestem
    A viúva que parece flutuar
    Num céu de anjos negros
    Sim, todo anjo é terrível
    A viúva cobre o rosto
    A viúva esconde o corpo
    A viúva tem segredos que só a arte
    do Brennand consegue revelar

    damata

  6. Fernando Monteiro 1 de agosto de 2011 16:27

    Querida Nina:

    Esse quadro faz parte da série AS VIÚVAS, uns oito quadros nos quais mestre Brennand fez a mesma mulher nos olhar diretamente (quase nos intimidando, ela, com alguma mágoa — justificada).
    A modelo é vista sempre assim, no que, no cinema, seria chamado de “plano médio americano”, e em ambientes de noites “minerais”, digamos, que lembram o interior de alguma boate (?) situada na antiga e hierática Bizâncio…
    Gosto particularmente DESTE quadro reproduzido em ligação com a parte primeira do nosso “O Diário de Nohara”, com os cabelos caídos para a frente, enquanto a boca repercute a mágoa (será mesmo?) desse tal olhar que nos encara.
    Sei lá porque, contemplo-o e sempre fico com vontade de sair, com fúria, em busca da pessoa (provavelmente, algum sujeito insensível) que fez essa “viúva” se sentir infeliz nem que tenha sido só por uma noite!
    A verdadeira beleza produz isso: imaginamos mundos — e acreditamos neles como jamais acreditaremos nas profecias sequer de Nostradamus (ou, mais modernamente, nas ocas promessas de um Obama)…

  7. Nina Rizzi 1 de agosto de 2011 15:01

    Fernando, por favor, dê-nos maiores informações sobre o quadro de Brennand, sim?

    Estou escrevendo sobre algumas obras de um paraibano, há nessa tela algo em comum…

    Um beijo.

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