O Fazer

Não sei como fiz
Mas faço
E se ninguém fizesse
Eu faria

Sou movido pelo fazer
Por isso sigo fazendo

Já fizestes?
Então faça

Fazes
O que não fizeram
Mostrando-os que você fez

O que eles fazem
Desfaça
Está desfeito
Tente refazer

Vai… Refaça

Se fizeres
O que não foi feito
Ensinarás como é que se faz.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 22 comments for this article
  1. Angela Magna 23 de Abril de 2013 10:31

    Rolim sempre nos espanta e surpreende. Belíssimo poema.

  2. Jarbas Martins 23 de Abril de 2013 10:42

    Arte de quem não sabe fazer nada mesmo, Rolim.E isto é poesia.

  3. François Silvestre 23 de Abril de 2013 10:48

    Que poema, Rolim! Parabéns.

  4. Ednar Andrade 23 de Abril de 2013 10:59

    Rs… Pois é. 🙂

    Abraço!!

  5. Marcos Silva
    Marcos Silva 23 de Abril de 2013 11:06

    Poema muito bonito, parabens. Tenho uma dúvida gramatical (socorro, Esmeraldo Siqueira!): mostrando-os ou mostrando-lhes? Será que mostrando-os tem um significado poético que não entendi bem?

  6. Bethânia Lima 23 de Abril de 2013 12:50

    faz poesia com a maior facilidade e felicidade…

  7. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 23 de Abril de 2013 13:20

    Amigo Anchieta, vamos fazendo, mesmo que outros – eventual e injustamente – desfaçam. O meu afetuoso abraço!

  8. Jarbas Martins 23 de Abril de 2013 13:23

    mostrando-os ou mostrando-lhes. poética e gramaticalmente dá no mesmo. além de ter feito seu poema, de forma desleixada, para além das normas gramaticais, o poeta Anchieta Rolim dá oportunidade ao leitor para que ele o refaça.não é assim, Marcos?

  9. Anchieta Rolim 23 de Abril de 2013 13:26

    Angela Magna, obrigado pelo comentário. Um abraço!

  10. Anchieta Rolim 23 de Abril de 2013 13:29

    Jarbas Martins, sempre Grato pelo apoio. Um abração, poeta!

  11. Anchieta Rolim 23 de Abril de 2013 13:46

    François, obrigado! Que texto o seu. Uma flecha bem no centro do alvo.Parabéns!

  12. Marcos Silva
    Marcos Silva 23 de Abril de 2013 14:31

    Meu comentário gramatical não desmerece a beleza do poema. Pensei, muito convencionalmente, que mostrando-os é mostrar algo ou alguém e mostrando-lhes é mostrar algo ou alguém a terceiros. Concordo com Jarbas, Poesia é invenção de outro mundo – desde Aristóteles é assim. Mas não custa lembrar do mundo de cá.
    As normas gramaticais são tensionadas pela Poesia – o que ainda não existe e passa a existir a partir do Poema. Mas elas têm uma função prática: são referências em comum para quem lê e escreve.
    Poesia boa, como essa, vai além das normas, claro, sem as ignorar. Ou transforma a transgressão em ato poético. Como acontece na letra do rock “Inútil”: “A gente não sabemos escolher presidente”.

  13. Anchieta Rolim 23 de Abril de 2013 14:36

    Marcos, obrigado pelo análise e comentário. Sempre bem vindos, é claro. Pois é, minha amiga Ednar, gostei do novo visual viu! Ficou ainda mais massa.

  14. Lívio Oliveira 23 de Abril de 2013 15:05

    Hoje parece ser um daqueles dias em que tudo precisa ser muitíssimo bem explicado aqui no SPlural, para que não ouçam mais do que por nós foi falado. O meu comentário foi de natureza geral e não se reporta a nenhum outro feito ao poema do querido Anchieta.

    Por sinal, a crítica aqui está boa, razoável, respeitosa (mesmo que com um essencial e valioso tom de humor) e…se alguém não gosta da palavra “construtiva”, valeria mais a palavra “edificante”? Vamos fazer e não nos importemos com os que desfazem. Só issozinho! O meu abraço a todos os demais poetas do SPlural, que me fazem bem com as suas produções!

  15. Anchieta Rolim 23 de Abril de 2013 15:14

    Lívio, valeu meu amigo e vamos fazendo sim. Bethânia, legal seu comentário. Sintam-se abraçados!!!

  16. Romana 23 de Abril de 2013 21:17

    Anchieta, adorei!!! Simplesmente fantástico!!!

  17. Danclads Andrade
    Danclads Andrade 23 de Abril de 2013 23:13

    Fizeste bem feito, poeta!

    Sabes fazer bem um poema e este é mais uma prova disto.

    Parabéns!!!

  18. João da Mata
    DAMATA 24 de Abril de 2013 10:58

    Valeu amigo Rolim. Na dúvida, faça.

  19. Alexandria Júnior 24 de Abril de 2013 14:00

    Eu como um estranho no ninho refaço e faço mais do mesmo. Belíssimo poema. O ato de criar e recriar, fazer e refazer, nos incita principalmente a entender tão belo poema. Depois vai lá e cria um comentário lá no que escrevi. Não precisa fazer nem refazer, basta um legalzinho, pois disto tenho convicção de que sou merecedor.rsrsrsrs. Eu disse q vc estava ficando cada vez melhor. Abraços.

  20. Anchieta Rolim 24 de Abril de 2013 19:52

    Danclads e Romana, agradeço a vocês pelo apoio que sempre vem junto com os seus comentários. Valeu mesmo!

  21. Anchieta Rolim 25 de Abril de 2013 19:47

    Damata e Alexandria, Valeu!

  22. Gizelle Saraiva 7 de Maio de 2013 11:20

    É isso aí, Rolim! ATITUDE é a palavra!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP