O Folhão e a Verdade

Amigos e amigas:

A FSP  age como se a Comissão da Verdade devesse investigar somente militares. Por um lado, cria animosidade entre comissão e militares (nem todo militar é fascista!). Por outro, faz de conta que a ditadura não foi tb civil, que não houve civis que sustentaram a tortura e até torturam – v. o filme “Cidadão Boilesen”.
Reproduzo comentário de Caio Navarro Toledo sobre FSP & CV, mais texto divulgado pelo próprio jornal.


Em 14/05/2012 14:45, caio toledo < cntoledo@terra.com.br > escreveu:

o “jornal da ditabranda” está em campanha aberta em defesa de uma COMISSÃO DA VERDADE que seja aceitável/palátavel às Forças Armadas – particularmente àqueles setores que foram cúmplices dos crimes da ditadura – bem como aos setores civis que apoiaram a repressão militar (a Folha, inclusive!). Desde o anúncio dos nomes que integram a Comissão, a mesma lenga-lenga de sempre: volta-se a insistir no sentido de que não haja “revanchismo” (sic), as esquerdas saõ advertidas para que ponham suas “barbas de molho” (por meio de tolas ameaças à possibilidade de que “os dois lados sejam investigados”), combate-se frontalmente a revisão da Lei da Anistia e assim vai.
A matéria abaixo é uma prova da campanha da mídia conservadora por uma COMSSÃO DA VERDADE ultra-leve e anódina!
sds,
caio


Comissão da Verdade deve analisar os dois lados, diz integrante

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA

O advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, defende que a Comissão da Verdade analise os dois lados de violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).

A comissão foi nomeada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff para investigar violações cometidas entre 1946 e 1988. A posse do grupo está marcada para esta quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto.

No mesmo dia, a comissão se reunirá com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e começa a definir a estrutura de trabalho, um regimento interno e o calendário de encontros.

Os nomes que integram o grupo são majoritariamente de esquerda. Apesar disso, setores militares que antes temiam “revanchismo” aprovaram a composição.

Dias, defensor de presos políticos durante a ditadura, é um dos sete membros da Comissão da Verdade. Ele disse que, além das violações cometidas pela ditadura contra os opositores do regime militar, as ações de militantes da esquerda também deverá entrar na pauta da discussão.

“Tudo isso vai ser analisado, mas fizemos acordo para não falarmos por enquanto”, declarou Dias.

Em sintonia com outros integrantes da comissão, o ex-ministro afirma não ver barreiras contra a atuação do grupo. “Vamos apurar tudo que pudermos apurar, vamos até o fim. Eu digo que não somos donos da verdade, mas vamos ser perseguidores da verdade”, disse.

ANISTIA

Segundo o ex-ministro, não deve ser discutida a revisão da Lei da Anistia. “Não, nem pode. Já foi decidido pelo Supremo”, afirma, em referência à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2010.

A ideia é defendida por setores da esquerda e até por membros do Ministério público Federal.

No mesmo sentido que Dias, o primeiro presidente da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), vê na decisão do STF um sinal de autonomia institucional.

Na mesma leitura legalista, José Carlos Dias diz que não há forma legal de tentar punir pessoas envolvidas com assassinatos e torturas no período.

A lei que criou a Comissão da Verdade diz que ela não poderá ter “caráter jurisdicional ou persecutório”.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo