O Futebol e a Física

Caros Colegas,

O futebol tem tudo a ver coma Física. Na esfericidade da bola com mais ou menos gomos. No efeito e força com que a bola é chutada. Na distancia da bola do goleiro. Na altitude em que o jogo é jogado.
Físicos da França estudam o belo gol de Roberto Carlos.

Vejam que bela trajetória. Pura física, embora o jogador nada saiba dessa incrível ciencia. Belíssimo

Leiam materia da BBC :

Estudo revela como repetir famoso gol de falta de Roberto Carlos
Victoria Gill

Da BBC News em Londres

Chute de Roberto Carlos foi chamado de ‘gol que desafiou a física’
Um dos gols mais incríveis da história do futebol, marcado pelo lateral
esquerdo Roberto Carlos pela seleção brasileira há 13 anos, foi tema de um
estudo feito por físicos na França.

O gol marcado pelo jogador em 1997 contra a França, em um torneio amistoso
em Paris, ficou famoso pela enorme curva na trajetória da bola, que deixou
o goleiro Fabian Barthez perplexo e sem reação.

Uma pesquisa publicada na revista científica New Journal of Physics sugere
que aqueles que dizem que o gol foi um golpe de sorte estão errados.

A equipe de físicos franceses estudou a trajetória da bola e elaborou uma
equação que a descreve.

Eles afirmam que a jogada pode ser repetida se a bola for chutada com
muita força, com o efeito correto e – mais importante – a uma grande
distância do gol.

‘Caracol’

Muitos comentaristas chamavam a jogada de Roberto Carlos de “o gol que
desafia a física”, mas o estudo mostra que uma equação matemática pode
descrever perfeitamente a trajetória da bola.

“Nós mostramos que a trajetória natural de uma esfera quando ela gira é em
espiral”, disse à BBC o físico Christophe Clanet, da Ecole Polytechnique
de Paris.

Clanet disse que a trajetória da bola é em formato de caracol, com a
curvatura da bola aumentando na medida em que ela vai viajando no ar.

Como Roberto Carlos estava muito longe do gol quando chutou a bola, a 35
metros, a trajetória em espiral era visível.

A previsão dos físicos é de que a bola faria mais curvas para a esquerda,
até entrar em espiral, caso não sofresse a ação da gravidade ou
encontrasse nenhum obstáculo à sua frente. No caso do chute de Roberto
Carlos, o obstáculo era a rede.

Em algumas simulações, os cientistas usaram tanques de água e bolas de
plástico com a mesma densidade da água para estudar a trajetória. Com
isso, eles puderem eliminar os efeitos da turbulência aérea e da
gravidade, estudando apenas a trajetória.

“Em um campo de futebol, às vezes nós vemos algo próximo a essa espiral
ideal, mas a gravidade modifica um pouco as coisas”, disse Clanet.

“Mas se o chute for potente o suficiente, como o de Roberto Carlos, é
possível minimizar o efeito da gravidade.”

O fator mais importante, segundo o físico, é a distância.

“Se a distância é pequena, você só vê a primeira parte da curva. Mas como
a distância era grande no chute de Roberto Carlos, você vê a curvatura
aumentando. Então você vê a trajetória completa.”

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/09/100902_robertocarlos_gol_estudo_dg.shtml

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